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Economia

Economistas elevam previsão de crescimento do Brasil em 2010

Arquivo Geral

14/06/2010 12h06

Os economistas dos bancos brasileiros elevaram a previsão para o crescimento econômico do Brasil neste ano do percentual de 6,60% projetado em maio para 6,99% calculado na semana passada, segundo uma pesquisa divulgada hoje pelo Banco Central (Bacen).

A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 foi mantida em 4,5%, conforme o estudo que o Bacen realiza semanalmente com uma centena de economistas e analistas de instituições financeiras.

A revisão para cima da previsão para o crescimento em 2010 ocorreu uma semana depois de o Governo divulgar o aumento de 9% do PIB no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2009.

Com base nos números divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, além de ter alcançado o maior crescimento econômico em um primeiro trimestre desde 1995, o PIB do primeiro trimestre cresceu 2,7% frente ao último trimestre de 2009.

Esses dados permitem projetar um crescimento anualizado de 11,2% para o Brasil neste ano, mas o próprio Governo acredita na desaceleração do ritmo nos próximos meses.

Apesar do ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurar que os indicadores do segundo trimestre já mostram essa desaceleração, o mercado elevou a previsão para o crescimento econômico na semana passada pela 13ª vez consecutiva na pesquisa do Banco Central.

Os economistas reduziram a previsão para o crescimento da indústria no ano de 11,34% para 11,32%.

Quanto à inflação, o mercado reduziu pela segunda semana consecutiva a estimativa para este ano, de 5,64% para 5,61%, uma taxa que ainda está acima da meta que o Governo definiu para todo o ano (4,5%).

A projeção para o superávit comercial neste ano ficou em US$ 15 bilhões e para 2011 foi elevada de US$ 5,230 bilhões para US$ 6,230 bilhões.

Os economistas consultados reduziram a previsão de investimento estrangeiro direto de US$ 36,5 bilhões para US$ 36 bilhões e mantiveram a projeção de US$ 40 bilhões para o próximo ano.

Com relação ao câmbio, os economistas preveem que o dólar chegue ao fim do ano com a cotação de R$ 1,80 (hoje abriu cotado a R$ 1,798) e R$ 1,86 em dezembro de 2011.

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