Os economistas dos bancos privados elevaram a projeção de crescimento da economia brasileira em 2010 de 7,09% do mês passado para 7,34%, conforme pesquisa divulgada hoje pelo Banco Central.
A revisão para cima ocorre três dias depois de o Governo divulgar que a economia brasileira cresceu 8,9% no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período de 2009, a maior expansão para o período em 14 anos.
Na consulta semanal que o Banco Central faz com economistas de uma centena de instituições financeiras, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 foi elevada substancialmente, mas a previsão de crescimento para 2011 foi mantida em 4,5%.
Imediatamente depois de o Governo divulgar na sexta-feira que a economia brasileira havia alcançado um crescimento recorde no primeiro semestre, o Banco Central reafirmou sua previsão de que o Brasil terminará este ano com uma expansão sem precedentes de 7,3%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que esperava crescimento superior a 7%, que seria o maior dos últimos 24 anos.
Pelos dados divulgados na semana passada, após a expansão de 2,7% no primeiro trimestre do ano frente aos últimos três meses de 2009, a economia brasileira desacelerou no segundo trimestre, quando cresceu 1,2% frente ao primeiro.
O crescimento do segundo trimestre, no entanto, foi de 8,8% frente ao mesmo período de 2009, e o dos 12 meses terminados em junho foi de 5,1%.
Apesar de elevarem a projeção para o crescimento econômico, os economistas do mercado reduziram a previsão para a produção industrial deste ano de 11,47% para 11,37%.
A expectativa dos economistas para inflação foi mantida em 5,07% este ano e elevada de 4,85% para 4,87% em 2011.
Os economistas também reduziram sua previsão para a mudança no fim deste ano de R$ 1,80 para R$ 1,79 por dólar e para dezembro de 2011 de R$ 1,85 para R$ 1,83 por dólar.
Para a balança comercial deste ano foi mantida a projeção de um superávit de US$ 15 bilhões e, para o próximo, a subiram de US$ 8,180 bilhões para US$ 8,680 bilhões.
A previsão para o investimento estrangeiro direto foi mantida em US$ 30 bilhões em 2010 e em US$ 38 bilhões em 2011.