O Brasil deve fechar o ano de 2009 com queda de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB), mantido o atual ritmo do crescimento da economia medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o que estima o economista Régis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para ele, o crescimento do PIB de 1,3% no terceiro trimestre deste ano em relação ao segundo, que foi divulgado hoje abaixo das expectativas dos analistas, indica que é cada vez mais difícil que o ano termine com variação positiva do PIB.
Nos cálculos do economista, mantido o ritmo de crescimento da produção industrial, o PIB deve crescer 2% no quatro trimestre em relação ao terceiro, fazendo com que o ano feche com queda de 0,4%. “É muito difícil um crescimento maior para que haja crescimento ou estabilidade. No entanto, cair 0,4 não é tão ruim diante das previsões que foram feitas no começo do ano, no auge da crise. Falou-se em queda de até 4%”, avaliou.
Embora reconheça a dificuldade de prever o comportamento da economia se não tivesse havido crise econômica, Bonelli, avalia que havia um potencial de crescimento para 2009 entre 5% e 7%, o que foi inviabilizado pela desaceleração. Ele calcula entre R$ 150 bilhões e R$ 210 bilhões o prejuízo para o País com o ano de crescimento perdido. “Esse é o custo da crise”.