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Economia

Durigan defende novo corte linear de benefícios fiscais caso Lula seja reeleito

Durante o evento do grupo Esfera, o chefe da equipe econômica voltou a falar em manter e reformar o arcabouço fiscal, a regra que controla a expansão dos gastos federais, e em reduzir os gastos obrigatórios para baixar a taxa de juros no país, hoje em 14%

Redação Jornal de Brasília

14/09/2026 12h55

dario durigan

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

MARCOS HERMANSON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (14) que o governo federal faça um novo corte linear de benefícios fiscais concedidos pela União, com revisão anual dessas medidas, caso o presidente Lula (PT) se reeleja no pleito de outubro.

“Por que a gente não faz de novo um esforço desse tipo, de 5% ou 10%, de modo que a gente vá trazendo igualdade, isonomia e menor tributação em geral, ao passo que a gente vai diminuindo alguns benefícios?”, afirmou o ministro durante participação remota em evento do grupo Esfera Brasil que reuniu empresários na cidade de São Paulo.

O governo promoveu um corte linear de 10% em todos os benefícios tributários infraconstitucionais aqueles que não estão previstos na Constituição no ano de 2026. Apesar disso, o Congresso Nacional aprovou uma alteração na legislação que embasa a medida, prevendo novas exceções ao corte linear.

“Nós não podemos ter caixa preta de benefício tributário. Precisamos discutir todo ano se esses benefícios instituídos em um determinado momento da história ainda fazem sentido no momento presente”, afirmou.

Durante o evento do grupo Esfera, o chefe da equipe econômica voltou a falar em manter e reformar o arcabouço fiscal, a regra que controla a expansão dos gastos federais, e em reduzir os gastos obrigatórios para baixar a taxa de juros no país, hoje em 14%.

“[Queremos] um país que tenha juros mais civilizados, e para isso, o que for preciso fazer do ponto de vista fiscal, o presidente Lula e eu vamos nos comprometer com isso para que a gente tenha juros mais baixos, com mais dinamicidade para a nossa economia”, disse.

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