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Economia

Durigan: de 2025 até agora, governo dobrou volume de recursos no consignado privado

A garantia do FGTS será de 50% da operação de crédito nos casos contratados junto aos bancos, enquanto o contratado via Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) será de 100%.

Redação Jornal de Brasília

29/06/2026 12h58

Foto: Washington Costa/MF

Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo dobrou o volume de recursos de crédito consignado privado (conhecido como “crédito do trabalhador”) de 2025 para 2026. Durigan disse que a partir de agora essa modalidade passará a ter um limite de juros de 1,99% ao mês.

Ele também falou que os trabalhadores formais poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia na contratação de crédito consignado privado (que ficou conhecido como “crédito do trabalhador”).

A garantia do FGTS será de 50% da operação de crédito nos casos contratados junto aos bancos, enquanto o contratado via Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) será de 100%.

“Nos incomoda muito o fato de darmos garantia do salário e ainda vir uma taxa de juros alta por mês. Além do salário do empregado ser oferecido em garantia, o próprio saldo do FGTS também poderá ser oferecido. O trabalhador precisa de uma taxa de juros mais decente, que caiba no bolso das famílias. O FGTS entra como garantia, porque o trabalhador pode acessar o canal do banco e dar garantia do FGTS, fazendo com que FGTS garanta 50% da operação de crédito”, declarou Durigan.

A fala foi feita no Palácio do Planalto, durante evento de lançamento do Desenrola Adimplentes, programa voltado para trabalhadores informais que estão com débitos em dia. Durigan anunciou há pouco que este programa terá taxa de juros máxima de 1,99% ao mês. O programa vai atender os trabalhadores informais, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo Durigan, o Desenrola Adimplentes atenderá quem pagou ao menos quatro parcelas de suas dívidas e não esteja com atraso de até 90 dias no pagamento das parcelas. O valor total da nova operação não poderá ultrapassar em 90% a operação anterior.

O ministro disse que os beneficiários poderão “aumentar o prazo da operação, de modo que caiba melhor no bolso da família”. “Vai poder tomar crédito dentro desse mesmo patamar, de 1,99% ao mês, desde que a prestação total não passe de 90% do que ele tinha antes”, declarou. O saldo dessas operações deverá ser de até R$ 15 mil.

“O (trabalhador) informal que paga a taxa de juros em dia vai ter, pela primeira vez na história, a condição de ter uma taxa de juros decente, de 1,99% ao mês, para refinanciar sua dívida”, disse o ministro.

“Estamos olhando para o trabalhador formal, para o aposentado, para o setor público e para o empresário de pequeno porte. Agora, nessa nova fase, estamos olhando para um público que é herói no País. Pela primeira vez, o governo faz um esforço de olhar para o trabalhador informal, aquele que não tem carteira assinada, não é do setor público, não é pensionista e que muitas vezes não tomou operação de crédito como microempreendedor”, declarou Durigan.

Estadão Conteúdo.

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