Menu
Economia

Dólar avança para R$ 4,92 com intervenção do BC e Ibovespa sobe pelo segundo dia

O Banco Central vendeu US$ 500 milhões em swaps reversos, pressionando o câmbio para cima em meio à queda dos preços do petróleo.

Redação Jornal de Brasília

06/05/2026 19h55

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em um dia marcado pela queda acentuada dos preços do petróleo e pela melhora no cenário externo, o dólar comercial fechou em leve alta nesta quarta-feira (6), influenciado pela intervenção do Banco Central (BC). A moeda encerrou cotada a R$ 4,921, com alta de 0,17%.

A cotação chegou a R$ 4,93 na máxima do dia, por volta das 11h30, mas perdeu força ao longo da tarde com o aprimoramento do apetite global por risco. Apesar da queda do dólar em relação a outras moedas, o câmbio foi pressionado por fatores internos, incluindo a atuação do BC, que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, equivalentes a uma compra de dólares no mercado futuro.

Segundo analistas, o BC aproveitou a cotação baixa da moeda estrangeira para realizar essas operações e reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais. Outro fator contribuiu para o movimento: a queda do petróleo, que recentemente beneficiava o real por sua importância na balança comercial brasileira. Apesar da alta diária, o dólar acumula queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% no ano.

Na bolsa de valores, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva, acompanhando o otimismo dos mercados internacionais. O principal índice da B3 fechou com avanço de 0,50%, aos 187.690 pontos, após oscilar entre a mínima de 186.762 e a máxima de 188.674 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,2 bilhões.

O desempenho foi impulsionado por ações de mineradoras e empresas de consumo, que se valorizaram. Em contrapartida, papéis do setor de petróleo recuaram, seguindo a commodity. As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77%, enquanto as preferenciais recuaram 2,86%.

No exterior, as bolsas de Nova York tiveram ganhos superiores a 1%, com recordes no S&P 500 e no Nasdaq, reforçando o ambiente favorável a ativos de risco.

Os preços do petróleo despencaram cerca de 7% no mercado internacional, influenciando diretamente o câmbio e a bolsa. O barril do Brent caiu 7,83%, para US$ 101,27, e o WTI recuou 7,03%, para US$ 95,08.

A desvalorização foi atribuída a sinais de redução das tensões no Oriente Médio. O Irã indicou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura, enquanto os Estados Unidos mencionaram avanços nas negociações com o país. Essa diminuição do risco de interrupções no fornecimento global reduziu o ‘prêmio de risco’ da commodity, embora o mercado permaneça atento ao conflito, que pode gerar volatilidade nos preços de energia e impactos na economia global.

Com informações da Reuters.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado