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Economia

Dívida Pública Federal soma R$ 9,29 trilhões em julho

Alta foi influenciada por resgate líquido e pela apropriação de juros, segundo o Tesouro Nacional.

Redação Jornal de Brasília

27/08/2026 11h49

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A Dívida Pública Federal (DPF) totalizou R$ 9,29 trilhões em julho, alta de 0,22% em relação aos R$ 9,27 trilhões registrados em junho, segundo dados do Relatório Mensal da Dívida (RMD) divulgados pelo Tesouro Nacional na quarta-feira (26/8).

O resultado de julho reflete um resgate líquido de R$ 65,14 bilhões no mês, além do impacto de R$ 85,53 bilhões decorrente da apropriação dos juros.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) somou R$ 8,9 trilhões em julho, alta de 0,31% na comparação com junho. No mesmo período, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) recuou 2,20%, para R$ 340,06 bilhões.

A participação de investidores estrangeiros no estoque da DPMFi caiu de 9,95% em junho para 9,82% em julho. Em valores, o estoque de papéis em posse de estrangeiros recuou de R$ 887,87 bilhões para R$ 879,07 bilhões.

Entre os principais detentores da dívida interna, as instituições financeiras seguiram com a maior participação, com 31,34% em julho, ante 31,76% em junho. A parcela dos fundos de investimento passou de 22,00% para 22,23%, enquanto a do grupo de Previdência aumentou de 22,52% para 22,73%. Já a participação das seguradoras caiu de 3,34% para 3,32%.

Na mesma data, o Tesouro Nacional anunciou a revisão de alguns parâmetros do Plano Anual de Financiamento (PAF) da Dívida Pública Federal de 2026. Pela revisão, a expectativa é de que os títulos flutuantes, atrelados à Selic, representem entre 49% e 53% do estoque da dívida ao fim do ano. Com isso, a projeção para a participação dos títulos prefixados ou indexados à inflação foi reduzida. Em janeiro, a previsão era de participação entre 46% e 50% para os títulos atrelados à Selic.

Segundo o Tesouro, a revisão decorre principalmente do conflito no Oriente Médio e dos impactos sobre a política monetária do país. O órgão afirmou ainda que o cenário geopolítico internacional tem contribuído para a manutenção de prêmios de risco elevados e para um ambiente menos favorável à emissão de títulos de prazo mais longo e com taxas prefixadas.

As previsões para o estoque da DPF permaneceram inalteradas em relação a janeiro, entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

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