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Economia

Dilma descarta possibilidade de Brasil contribuir para fundo europeu

Arquivo Geral

04/11/2011 17h11

O Brasil foi durante a cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações ricas e as principais emergentes) um dos países mais cortejados pela União Europeia (UE) para colaborar com seu fundo de resgate, mas a presidente Dilma Rousseff jogou um balde de água fria nos europeus.

“Não tenho a menor intenção de fazer nenhuma contribuição direta para o fundo de estabilização europeu”, ressaltou Dilma na entrevista coletiva de encerramento da cúpula do G20.

A presidente se referia aos planos da UE, aprovados na semana passada, de ampliar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) dos 440 bilhões atuais para até 1 trilhão de euros, para garantir o resgate dos países que precisarem.

Para atingir essa meta sem exigir contribuições adicionais aos membros da zona do euro, foi considerada a criação de uma entidade paralela que poderia ser aberta ao capital de países emergentes como Brasil e China.

Enquanto os chineses se mostraram cautelosos e afirmaram que precisam estudar com cuidado o projeto, o Brasil informou que pode ajudar a Europa, mas através do Fundo Monetário Internacional.

“Faço a contribuição para o FMI porque dinheiro brasileiro de reserva é dinheiro que você protege, foi tirado com suor do nosso povo, então, não pode ser usado de qualquer jeito. Aportamos no FMI pelo fato de que o fundo nos dá garantias”, destacou.

Dilma frisou que sua postura é compartilhada pelos outros países do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) – embora a China não tenha anunciado publicamente, a presidente disse que o líder chinês, Hu Jintao, reconheceu que prefere contribuir também através do FMI.

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    Arquivo Geral

    04/11/2011 13h57

    A presidenta Dilma Rousseff descartou hoje (4) a possibilidade de uma contribuição do governo brasileiro para o Fundo Europeu de Estabilização. Dilma reiterou que o Brasil está disposto a contribuir com recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI), na busca de evitar o agravamento da crise financeira internacional.

     

    “Não tenho a menor intenção de fazer nenhuma contribuição direta para o Fundo de Estabilização Europeu. Faço a contribuição para o FMI porque dinheiro brasileiro de reserva é dinheiro que você protege, foi tirado com suor do nosso povo, então, não pode ser usado de qualquer jeito. Aportamos no FMI pelo fato de que o fundo nos dá garantias”, disse em entrevista coletiva após o encerramento da reunião da Cúpula do G20, em Cannes, na França.

     

    A presidenta relatou ainda que a preocupações do encontro do G20 foram a estabilidade global e as consequências sociais da crise econômica. Segundo ela, as nações em desenvolvimento voltaram a pedir a mudança de governança do FMI.

     

    Dilma reiterou também que o Brasil concorda com uma taxação global sobre operações financeiras cujos recursos seriam destinados a investimentos sociais. Segundo ela, esse é um ponto em que não há consenso entre os países que participaram das discussões no G20. “Tem países onde o serviço financeiro é a fonte principal de recursos. Eles são contra”, explicou.

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