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Economia

Diferença entre valores de quitinetes pode chegar a 340% em locais distintos

Arquivo Geral

19/08/2010 9h15

Priscila Rangel

priscila.rangel@jornaldebrasilia.com.br

 

O mercado imobiliário do Distrito Federal é famoso pela supervalorização dos preços das unidades. Mas há outra característica marcante no setor: a grande diferença de preços entre imóveis com metragem aproximada, mas localização distinta. As quitinetes representam 5% dos imóveis e o preço de comercialização delas pode variar até 340% dentro do DF. A unidade mais barata pode ser adquirida por R$ 85 mil e a mais cara por R$ 376 mil, de acordo com o 1º Boletim de Conjuntura Imobiliária, referente a junho, lançado ontem, pela empresa júnior de Economia da Universidade de Brasília (UnB), a E-consult, em parceria com o Sindicato da Habitação (Secovi-DF). 

A variação de preços detectada é maior em apartamentos de dois, três e quatro quartos espalhados pela cidade, que representam 46% das unidades residenciais na amostra. Enquanto o imóvel com dois dormitórios, mais em conta, sai por 

R$ 100 mil, o mais caro custa cerca de R$ 700 mil, valor seis vezes maior.  Nos apartamentos de três e quatro quartos, a variação de preços entre o mais barato e o mais caro chega a 760% e 1.685% , respectivamente.

O preço do aluguel também varia de acordo com a localidade do imóvel  e a diferença entre o valor mínimo e o máximo,  levantada pela pesquisa, é tão alta quanto a verificada na comercialização. Para alugar uma quitinete, por exemplo, paga-se, em média, R$ 850, sendo que o menor preço encontrado foi de R$ 280 e o maior de R$ 3,8 mil. Nesse caso a variação foi de 1275%. O preço médio do aluguel de um apartamento de dois quartos no DF é de R$ 1.170, segundo o boletim.

É fácil perceber a força do mercado imobiliário de Brasília no cotidiano.  Especialistas do ramo estimam que essa expansão perdure ao menos pelos próximos cinco anos. Mas o cenário pujante de crescimento da comercialização e locação de imóveis, que muitas vezes é sentido empiricamente, escondia a ausência de informações e dados catalogados sobre o setor, que pudessem ser analisados posteriormente. “O boletim é o inicio. Precisamos ter avaliação histórica para concluir algo ou comparar dados. Seria uma ousadia se tentássemos fazer isso já na primeira edição do boletim”, cometa o presidente do Secovi-DF, Carlos Hiram Bentes David. 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (19) do Jornal de Brasília

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