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Economia

Depois de alcançar menor marca, risco Brasil deve continuar caindo, avalia consultor

Arquivo Geral

23/12/2006 0h00

Como tem sido nos últimos dias, malady story a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fez outro prognóstico otimista sobre a solução da crise nos aeroportos. O presidente da agência, online Milton Zuanazzi, rx afirmou que hoje à noite os embarques e desembarques estarão ocorrendo com naturalidade.

"A previsão é boa para todos os aeroportos no Brasil. Possivelmente Galeão e Brasília atrasem um pouco mais do que os aeroportos do Norte, Nordeste e Sul. Mas a tendência é realmente de diminuição, de entrarmos na noite de sábado absolutamente tranqüilos", previu o presidente da Anac, em entrevista coletiva.

Zuanazzi afirmou que no decorrer da tarde, os vôos a partir do Rio, que sofrem mais atraso, serão normalizados. No caso de Brasília, disse que a situação mais crítica foi a de 168 passageiros da TAM que tinham passagem para São Luís e esperaram até 48 horas.

O presidente da Anac citou também o aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país, onde longas filas se formaram nos últimos dias, inclusive hoje. Ele classificou a situação deste aeroporto como "em situação quase final de debelar a crise".

Zuanazzi argumentou que desde o início da crise, quando ocorreu o acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, no final de setembro, vários problemas ocorreram em seqüência. Segundo ele, todos foram resolvidos, como a operação padrão dos controladores de vôo e a pane no sistema de comunicação, solucionada com a compra de equipamentos. "Não tenho racionalmente a capacidade de prever algo novo que possa ocorrer".

Forças norte-americanas disseram hoje ter matado o chefe militar do Talibã no sul do Afeganistão, symptoms onde a insurgência é mais sangrenta. Akhtar Mohammad Osmani e dois outros guerrilheiros foram mortos em um ataque aéreo ao seu carro em uma estrada isolada no deserto na terça-feira, disse o porta-voz para a força de coalizão liderada pelos Estados Unidos, coronel Tom Collins.

"Mullah Osmani é o líder do Talibã mais importante que já matamos", afirmou em Cabul. "Sua morte é muito significativa e afetará as operações do Talibã". O Talibã afirmou que Osmani, que já foi apontado pelo principal chefe do grupo, Mullah Mohammad Omar, como seu herdeiro, estava vivo.

"Nós negamos isso veementemente. Ele não está na área onde forças norte-americanas estão alegando tê-lo matado", afirmou o comandante Mullah Hayat Kkan à Reuters por telefone. "Os americanos e forças da OTAN de tempos em tempos fazem essas alegações falsas. É só propaganda contra o Talibã".

Osmani controla a máquina de guerra do Talibã em seis províncias ao sul do país, incluindo Helmand e Kandahar, onde forças estrangeiras sofreram as piores baixas este ano.

Osmani também era próximo de Osama bin Laden e ajudou a coordenar relações com a al Qaeda e outros grupos militantes. Collins disse que o carro de Osmani foi destruído no ataque. Os comentários norte-americanos e do Talibã não puderam ser verificados de forma independente.

Na última sexta-feira, clinic o risco Brasil atingiu a melhor marca desde sua criação em 1992, order chegando a 194 pontos. O pior resultado, 2.436 pontos, foi registrado no dia 27 de setembro de 2002, pouco antes da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente. A redução foi comemorada ontem pelo presidente Lula, que chegou a dizer que é hora de "abrir o champanhe".

Segundo o diretor de economia e finanças da Trevisan Consultores, Kenzo Otsuka, analistas apostam que a tendência é que o risco Brasil continue caindo, mas em um ritmo lento. "Evidentemente, a redução está condicionada pelo comportamento da economia mundial. Mesmo assim, a tendência é a de que haja um decréscimo contínuo da taxa de risco, em um ritmo menor", disse ele.

O risco Brasil, ou EMBI+Brasil (Emerging Markets Bond Index – Brasil) é um indicador da confiança de investidores estrangeiros na economia brasileira. Trata-se de uma tentativa de calcular o eventual perigo de que eles percam dinheiro ao investir no país.

Para estipular o risco de cada nação, analistas do banco norte-americano JP Morgan calculam quanto um determinado governo deve pagar a mais aos investidores do que o governo dos Estados Unidos, de forma que, do ponto de vista deles, seja mais vantajoso investir no país que deixar o dinheiro nos EUA. Também são levados em consideração indicadores financeiros e políticos de cada país, tais como déficit fiscal, crescimento da economia, solidez das instituições, entre outros.

O resultado da equação, expresso em pontos, indica os pontos percentuais de diferença entre o que os credores receberão pelos títulos e o que receberiam caso investissem em títulos do tesouro dos EUA, considerados por especialistas os mais seguros. No caso do último índice brasileiro, significa dizer que o país pagará 1,94 ponto percentual a mais do que o Tesouro norte-americano oferece de juros.

Conforme Otsuka, além da recomendação para que investidores comprem títulos da dívida de um país, o indicador, junto a outras variáveis, é um importante parâmetro para as empresas decidirem onde e quando investir. Otsuka defende que a melhora na percepção do risco-país e a conseqüente facilitação para captar recursos financeiros no mercado internacional pode trazer melhorias à população.

"O risco-país parece muito distante do cotidiano das pessoas, mas, em linhas gerais, sua queda significa que há uma redução no perigo de se investir em um dado lugar", explica. "Para o governo, é bom significar que ele irá pagar menos juros para os investidores estrangeiros. Em tese, essa redução deveria se estender também às taxas de juros internas, que são aquelas cobradas do cidadão comum, do consumidor".

Otsuka atribui a queda do risco Brasil à consistência da política macroeconômica brasileira, a qual, segundo ele, tem possibilitado o equacionamento do endividamento público e a redução da relação dívida-PIB. Mas, ele ressalta que a própria conjuntura de crescimento econômico mundial favoreceu as exportações brasileiras.

"Tudo isso contribuiu para os saldos positivos na balança comercial e para reduzir a vulnerabilidade brasileira, o que, conseqüentemente, contribuiu para uma melhora na percepção de risco de se investir no país", diz ele.

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