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Economia

Crise na Europa não deve afetar investimentos externos no Brasil, avalia especialista

Arquivo Geral

08/02/2010 20h24

O potencial de crescimento do Brasil deverá continuar a atrair investimentos estrangeiros, apesar da turbulência financeira em vários países da Europa. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, o fluxo de recursos para as nações em desenvolvimento não apenas deve se manter como pode até aumentar caso ocorra a deterioração das economias europeias.

Esse comportamento, avalia o presidente da Sobeet, se repetirá sobretudo nos países diretamente afetados pela crise atual, como a Espanha. “Em 2000, os espanhóis estavam em segundo lugar entre os investidores estrangeiros no Brasil. Em 2009, ficaram na terceira posição, mas o volume de recursos não sofreu grandes alterações de lá para cá, mesmo com diversas crises”, afirmou.

Lima até admite a possibilidade de interrupção nos investimentos estrangeiros no curtíssimo prazo, por causa do agravamento da crise econômica em cinco países da zona do euro: Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Grécia. Ele, no entanto, acredita que o fenômeno será temporário.

“Há um possível efeito negativo no curtíssimo prazo, mas é provável que não haja queda no longo prazo nos investimentos externos nos países emergentes”, disse Lima. “Pelo que vimos em outros casos, o investimento estrangeiro direto pode até aumentar porque os países emergentes passam a ser encarados como porta de saída da crise.”

De acordo com o presidente da Sobeet, o potencial de crescimento nos países emergentes contrasta com a estagnação nos países desenvolvidos: “Os países emergentes têm um mercado ainda não totalmente explorado e oferecem uma possibilidade de crescimento que não existe nos países de origem de diversas empresas multinacionais”. Ele ressalta que esse processo ocorreu com os setores automotivo e bancário. “Não vejo por que seria diferente em outros setores.”

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