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Crédito deve ser financiado para sobrevivência de PMEs

Outra solução apresentada é optar pelos empréstimos pré-fixados, pois assim, os empreendedores não se surpreendem com reajustes

Foto: Agência Brasil

Para sobreviver ao período de alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), resultado de diversos fatores, como os preços de commodities e combustíveis, as dívidas brasileiras devem ser renegociadas.

Segundo o CEO da Fintech GYRA+, Rodrigo Cabernite, estima-se que o mercado brasileiro precise que 20% do estoque de crédito seja refinanciado. Outra solução apresentada é optar pelos empréstimos pré-fixados, pois assim, os empreendedores não se surpreendem com reajustes.

Nessas operações, as PMEs sabem o valor exato da parcela que irão pagar e evitam a volatilidade dos juros. Junto a isso, Cabernite destacou a importância de uma boa gestão e dos cortes de gastos.

Ele defende que, em algumas situações, é preciso abandonar hábitos confortáveis pela saúde financeira da empresa, como por exemplo, a antecipação de recebíveis. Ao solicitar de uma vez o valor das vendas a prazo, o comerciante coloca toda a margem dele na operação. Conseguir receber as parcelas quando elas vencem de fato pode ser uma maneira de economizar.

Ações como essas são importantes, principalmente, porque a expectativa é que a inflação permaneça até o fim do ano, tanto por fatores externos, quanto internos ao país. “Até o último trimestre desse ano eu não consigo ver o cenário onde a gente tenha uma queda bruta da inflação, acredito que vamos permanecer com juros em níveis elevados. Até o final do ano será difícil, a pequena empresa precisa refinanciar a sua dívida”, aconselha.

Apesar das dificuldades, Cabernite ressalta que é possível olhar para esse cenário sob uma nova perspectiva e reforça que há saídas para essa situação. Principalmente, diante do histórico do Brasil de enfrentamento às fases de juros altos.

“Nós já vivenciamos esse cenário diversas vezes. Agora, não podemos cometer os mesmos erros e tenho esperança que a classe empreendedora do Brasil – que acabou de passar por uma mega crise – tenha ficado mais experiente e resiliente. Não vai ser a alta dos juros que vai tirá-los dos trilhos”, finalizou Cabernite.

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