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Economia

Copa e feriados devem impulsionar cervejarias em 2026, diz Ambev

As ações da empresa fecharam o dia com alta de 15,30%, para R$ 16,65.

Redação Jornal de Brasília

05/05/2026 22h48

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A combinação de uma série de feriados prolongados com a realização da Copa do Mundo na América do Norte neste ano deve ajudar as cervejarias a manterem recuperação, afirmou o CEO da Ambev, Carlos Lisboa.


A maior cervejaria da América Latina divulgou mais cedo nesta terça-feira (5) lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 2,1% sobre um ano antes e distribuição de juros sobre capital próprio de cerca de R$ 700 milhões, a serem pagos até dezembro. O resultado foi impulsionado pelo Carnaval no Brasil.


As ações da empresa fecharam o dia com alta de 15,30%, para R$ 16,65.


Analistas do Itaú BBA afirmaram que a Copa pode ajudar a sustentar o momento positivo para a Ambev e que uma melhoria dos fundamentos neste ano pode ajudar a destravar potencial de valorização para a ação da companhia.


O resultado ficou 4% acima da estimativa do Itaú BBA, impulsionado por um desempenho melhor do que o esperado da divisão de cervejas no Brasil. “O avanço da receita desse segmento, de 9,6% na comparação anual, foi sustentado por volumes e mix mais favoráveis e marcou um início sólido para 2026, com expectativa de aceleração ao longo do segundo e terceiro trimestres”, afirma relatório da instituição.


O desempenho da companhia nos três primeiros meses de 2026 veio após, no final do ano passado, a empresa citar problemas causados pelo clima desfavorável para o consumo de cerveja como um de seus principais fatores de preocupação.


O CEO da cervejaria também afirmou nesta terça, durante conferência com analistas sobre os resultados, que a companhia espera um arrefecimento de custos a partir do segundo trimestre e que está confiante sobre o cumprimento das estimativas de custo para as operações de cerveja no Brasil ao longo deste ano.


A Ambev espera um crescimento do custo dos produtos vendidos por hectolitro da operação de cerveja no Brasil em 2026 entre 4,5% e 7,5%, excluindo depreciação e amortização e o marketplace do grupo.

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