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Consulta a dinheiro esquecido em bancos volta em 14 de fevereiro

Segundo o Banco Central, quem fizer a consulta, a partir do dia 14 de fevereiro, e identificar que tem algum valor a receber será imediatamente informado

Por FolhaPress 27/01/2022 7h21
BC Foto: Agência Brasil

Daniela Arcanjo, Suzana Petropouelas e Eduardo Cucolo
São Paulo, SP

A ferramenta que permite a cidadãos e empresas verificar se deixaram dinheiro esquecido em contas bancárias voltará ao ar apenas no dia 14 de fevereiro, informou o Banco Central na tarde desta quinta (27). O SVR (Sistema Valores a Receber), como ficou conhecido, foi suspenso na última terça (26) após o alto número de acessos desestabilizar o site do Banco Central, responsável pela consulta.

Segundo o Banco Central, quem fizer a consulta, a partir do dia 14 de fevereiro, e identificar que tem algum valor a receber será imediatamente informado sobre a data em que poderá pedir a transferência do dinheiro para sua conta.

Essas solicitações de transferências poderão ser agendadas a partir de 7 de março de 2022, na data informada pelo sistema.

Como a procura disparou, o BC retirou o sistema do ar. Desde segunda-feira (24), quando a autarquia anunciou a existência dos R$ 8 bilhões, o site apresentava instabilidade. Segundo o Banco Central, no dia do lançamento, a quantidade de acessos ao site foi 20 vezes maior que um dia de alto volume -ou 50 vezes maior que um dia normal. O sistema foi lançado no final de 2021.

Antes da suspensão, 79 mil conseguiram consultar o sistema e 8,5 mil solicitações de devolução foram formalizadas, somando cerca de R$ 900 mil já recuperados. O valor estava em contas bancárias encerradas, parcelas cobradas indevidamente e consórcios concluídos, por exemplo. O dinheiro recuperado será transferido via Pix em até 12 dias úteis.

Na primeira fase do serviço, o BC estima a devolução de R$ 3,9 bilhões a 27,9 milhões de CPFs e CNPJs. Ainda em 2022, segundo a instituição, também serão disponibilizados valores referentes a tarifas e parcelas de operações de crédito cobradas indevidamente, além de contas pré-pagas, pós-pagas e de corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários, todas encerradas com saldo disponível.

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O sistema reúne valores de contas-correntes ou poupanças encerradas, tarifas ou parcelas cobradas indevidamente por bancos, cotas ou sobras de pessoas que participaram de cooperativas de créditos e recursos de grupos de consórcios que não foram procurados pelos donos.

O órgão ressalta que em algumas situações os valores podem ser pequenos, mas o novo recurso permitirá sua devolução de maneira ágil. O serviço mostra valores em contas a partir de 2001.

COMO CONSULTAR SE TENHO DINHEIRO PARA RECEBER

Para consultar se há saldo disponível a ser resgatado, acesse o portal de Valores a Receber do Banco Central. Em seguida:

  • Clique em “Consulta ao Relatório Valores a Receber”;
  • Clique em “Iniciar consulta”;
  • Insira o CPF ou o CNPJ de sua empresa;
  • Transcreva os caracteres para provar que você é humano;
  • Se não tiver nada a receber, aparecerá a mensagem “Atualmente, você não possui valores a receber”;
  • Se existe dinheiro a ser liberado, aparecerá “Consulta realizada com sucesso! Para saber mais detalhes dos valores a receber, acesse o Registrato”;

Para resgatar os valores, é necessário logar no sistema Registrato, do Banco Central, ou na conta no portal gov.br.

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COMO RESGATAR MEU DINHEIRO?

  • No portal de Valores a Receber ou página do Registrato, clique em “Acessar Registrato”;
  • Escolha a opção de entrar pela sua conta gov.br ou login Registrato;
  • Ao passar o cursor em cada uma das opções, é possível visualizar a opção de cadastro;

Para acessar o saldo na plataforma do governo federal, além do cadastro com informações pessoais, é preciso ter um login nível prata ou ouro (oferecidos a quem já integrou a conta de seu banco à plataforma do governo ou registrou biometria facial no aplicativo Meu Gov.br).

Para resgatar os valores via Registrato, acesse a página de cadastro do serviço. É possível se cadastrar via aplicativo, internet banking ou baixando um certificado digital de segurança. A etapa é necessária para transferir os valores resgatados para a conta do titular do CPF ou CNPJ. Pelo internet banking será gerado um código (PIN) e o cliente será redirecionado à página do Banco Central.

Pelo app do banco

Também há a opção de acesso ao Registrato no aplicativo do banco do titular. Ao acessar os canais oficiais dos bancos, o sistema gera um código (PIN), que deverá ser usado no site do Banco Central (credenciamento.bcb.gov.br). Veja o passo a passo:

  • Banco do Brasil (Clique em: Menu > Serviços >Registrato);
  • Bradesco (Clique em: Registrato);
  • Caixa Econômica (Clique em: Senhas e Configurações > Registrato Banco Central);
  • Itaú (Clique em: Serviços > Registrato Banco Central);
  • Santander (Clique em: APP SANTANDER > Santander ON > Meu momento > Bacen Auto Credenciamento Registrato);
  • Sicoob (Clique em: APP SICOOB > Serviços > Registrato Banco Central);
  • Sicredi (Clique em: Sicredi X > Registrato);

POR QUAIS MOTIVOS HÁ DINHEIRO ESQUECIDO NOS BANCOS?

Veja a origem dos valores da primeira etapa de liberações:

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  • Contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível;
  • Tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em termo de compromisso assinado pelo banco com o BC;
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito;
  • Recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados;

POSSO CONSULTAR MEU SALDO EM QUALQUER BANCO EM QUE TIVE CONTA?

O Banco Central unificou a consulta sobre dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras na nova ferramenta chamada Sistema de Valores a Receber, também conhecida como Registrato. O SVR reúne todos os saldos que o cidadão possa ter em diferentes bancos supervisionados pelo Banco Central -por isso, exclui aqueles que faliram.

As consultas também são referentes aos valores esquecidos ou devidos pelos bancos e instituições a partir de 2001. A consulta e o pedido de devolução são feitos pelo site do Banco Central, com o CPF da pessoa ou CNPJ da empresa. Por enquanto, a consulta está fora do ar após pico de acessos na segunda (24) e só será retomada em 14 de fevereiro.

COMO É FEITO O PAGAMENTO?

Após fazer o login no Registrato, a solicitação de pagamento pode ser feita via Pix. Os bancos que não assinaram um termo de compromisso do BC podem também pagar via TED ou DOC, na mesma conta onde o cliente tem o Pix registrado. Se o recebedor não possuir chave Pix, deve entrar em contato com o banco para informar seus dados bancários.

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QUE VALORES SERÃO DEVOLVIDOS NA SEGUNDA FASE DO SERVIÇO?

Na segunda etapa de liberações, que deve ocorrer ainda em 2022, serão disponibilizados também os valores de tarifas e parcelas cobradas indevidamente em operações de crédito, como empréstimos e financiamentos. Também entrarão valores de contas de corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários finalizadas com saldo.

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QUANDO A FERRAMENTA FOI ANUNCIADA?

O SVR foi divulgado em junho de 2021, e o lançamento era previsto para dezembro do mesmo ano.

O QUE FAZER SE O VALOR NÃO FOR PAGO?

Os bancos são os responsáveis pelos valores e devem ser consultados em caso de reclamação. O BC também disponbiliza um canal para reclamações.

O QUE FAZER EM CASO DE DÚVIDAS?

O Banco Central atende o público por meio do número 145 (há custo de ligação local na chamada). Instituições financeiras podem tirar dúvidas sobre o serviço pelo email [email protected]








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