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Economia

Consórcio Nordeste busca recursos para Caatinga na COP17

Delegação da região participa de agendas na Mongólia para captar investimentos em segurança hídrica, transição energética e restauração do bioma.

Redação Jornal de Brasília

24/08/2026 23h15

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Kiara Worth/UNCCD

Representantes do Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, para buscar recursos destinados a projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração da Caatinga durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17).

Ao longo da última semana da conferência, a delegação nordestina participa de eventos e reuniões com organismos financeiros e bancos multilaterais. Nesta segunda-feira (24), o Consórcio esteve em um painel no Pavilhão Brasil, no espaço oficial da COP17, ao lado do Banco Mundial, do Mecanismo Global das Nações Unidas, do BNDES, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste.

Para terça-feira (25), está prevista a apresentação do recaatingamento como estratégia integrada de restauração ecológica, adaptação climática e desenvolvimento territorial sustentável. O método é descrito como uma forma de convivência com o semiárido, baseada no conhecimento e na participação das populações locais para recuperar áreas degradadas e conservar a biodiversidade do bioma.

Também está entre as prioridades do Consórcio o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que articula proteção ambiental, competitividade econômica, inclusão social, inovação tecnológica e fortalecimento institucional. Os projetos que serão apresentados para captação de financiamentos incluem iniciativas de adaptação à seca, como cisternas, barragens subterrâneas, reuso e dessalinização descentralizada.

Outra aposta é o Fundo Caatinga, considerado pelos governantes uma forma de centralizar recursos regionais e reduzir o custo de transação de cada projeto individualmente. Nas agendas bilaterais com o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA-ONU) e o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), serão destacadas três frentes: segurança hídrica como infraestrutura de adaptação, transição energética e industrialização de baixo carbono, e restauração da terra e bioeconomia da Caatinga.

Entre os exemplos citados estão centros de hidrogênio verde e combustíveis renováveis já estruturados em Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE).

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