O volume de contratos assinados, mas pendentes de fechamento, para a compra de casas de segunda mão caiu 16% em novembro, após nove meses de altas, informou hoje a Associação Nacional de Agentes Imobiliários.
Os números apresentados decepcionaram, já que analistas do setor esperavam um crescimento de 2%.
Até novembro, as vendas tinham subido no país graças a um incentivo fiscal para americanos interessados em comprar sua primeira casa. Mas, no penúltimo mês do ano, o setor sofreu uma retração porque o incentivo estava prestes a expirar.
Posteriormente, o Congresso prorrogou e ampliou o programa de assistência, que oferece até US$ 8 mil aos compradores.
“Será preciso esperar pelo menos até o início do segundo trimestre para haver avanços consideráveis no volume de vendas, que acontecerão à medida que os compradores responderem ao incentivo fiscal”, disse em nota Lawrence Yun, economista-chefe da Associação de Agentes Imobiliários.
Apesar da queda registrada em novembro, o número de contratos de compra assinados foi 15,5% maior que no mesmo mês de 2008.
De acordo com Yun, isso demonstra que “o mercado ganhou impulso próprio suficiente”.
“Prevemos outro grande aumento para o segundo trimestre porque os compradores vão aproveitar o bom preço dos imóveis antes que os incentivos terminem”, opinou.