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Economia

Comissário da UE prevê acordo com Mercosul em 2011

Arquivo Geral

14/09/2010 20h38

O comissário de Comércio da União Europeia (UE), Karel de Gucht, ratificou hoje sua confiança de que o bloco europeu e o Mercosul possam chegar a um acordo comercial por volta de meados do ano que vem, apesar das “grandes diferenças” que ainda persistem.

“Vejo abertura para discutir e disposição para abordar todos os assuntos” nas negociações, declarou o funcionário belga após se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.

O Brasil exerce neste semestre a Presidência rotativa do Mercosul, que é integrado também por Argentina, Uruguai e Paraguai.

“Temos muito a discutir, mas não estamos em um terreno que seja desconhecido para ninguém”, disse De Gucht à imprensa, referindo-se ao fato de que as negociações foram paralisadas em 2004 e retomadas em junho passado.

A decisão de retomar as conversas foi tomada no primeiro semestre do ano e, desde então, realizou-se uma primeira rodada de negociações, há um mês e meio em Buenos Aires.

A rodada seguinte está prevista para meados de outubro em Bruxelas e será também em nível técnico, como a anterior.

O comissário europeu ressaltou que o bloco comunitário tem planejado apresentar uma nova oferta para fins deste ano, sobre a qual não antecipou detalhes. Ele, no entanto, disse esperar que ela seja “aceitável” para os países do Mercosul.

De Gucht reiterou que, na atual conjuntura de crise, os países do Mercosul, nos quais a UE mantém investimentos de 165 bilhões de euros, representam uma “grande oportunidade” para dar mais estímulo ao comércio.

Em Brasília, primeira escala de sua viagem a Brasil e Argentina, De Gucht também se reuniu com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Em seguida, viajou rumo a São Paulo, onde hoje mesmo se reunirá com representantes do setor empresarial.

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    14/09/2010 16h53

    A União Europeia está confiante que conseguirá fechar um acordo de livre comércio com o Mercosul até meados de 2011. “Esperamos fechar um acordo dentro de um prazo razoável, até meados do próximo ano”, afirmou nesta tarde o Comissário para Comércio da UE, Karel de Gucht. As declarações do novo comissário foram dadas após encontros, em Brasília, com os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

    Gucht reconhece que ainda existem dificuldades consideráveis entre os dois blocos econômicos para se chegar a uma proposta definitiva de livre comércio. Agricultura e propriedade intelectual são alguns dos temas que emperram as conversas entre os dois lados. Ainda assim, o comissário mostrou-se confiante na possibilidade das negociações caminharem, a partir de agora, para um desfecho mais concreto. “O clima geral mudou e o que vejo é uma abertura para as discussões”, afirmou Gucht.

    As negociações entre Mercosul e União Europeia ficaram suspensas por cinco anos e só foram retomadas em maio. Uma primeira rodada de negociações foi feita em julho e, entre os dias 11 e 15 de outubro, um novo encontro ocorrerá em Bruxelas. No entender de Gucht, os dois blocos têm condições de apresentar suas ofertas até o fim do ano. Com isso, os negociadores teriam a primeira metade de 2011 para aparar arestas e fazer o desenho final do acordo.

    O fracasso das negociações da Rodada Doha, que sucumbiu em julho de 2008, é um dos elementos que sustentam o otimismo de Gucht em relação à possibilidade de União Europeia e Mercosul conseguirem fechar um acordo de livre comércio. Na avaliação do comissário, a importância dada à Doha em 2004 foi um dos fatores que contribuíram para que as negociações entre os dois blocos fossem suspensas naquele ano. Além disso, a situação econômica mundial também sofreu bruscas alterações ao longo do período, o que contribui para que um acordo seja fechado agora.

    Além da rápida visita aos ministros, Gucht terá ainda hoje um encontro com empresários em São Paulo. Depois o comissário segue para a Argentina. Entre dezembro e o início de 2011, o comissário pretende visitar o Paraguai e o Uruguai.

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