Fabiana Mendes
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Mais de 800 pessoas registram queixa no Procon, diariamente, contra empresas do Distrito Federal. Das 71 mil reclamações registradas no primeiro semestre, por exemplo cerca de 22 mil citam o comércio varejista. De acordo com o diretor do Procon/DF, Oswaldo Morais, isso ocorre devido à grande procura e à baixa qualidade na produção de alguns produtos. “Eles estão mais suscetíveis a erro. O aparelho de celular por exemplo, ou vem com defeito de fábrica, ou tem estragado com muita facilidade”, explica. Em segundo lugar com 19 mil queixas, ficou o setor financeiro e, em terceiro lugar no ranking, estão os serviços de telefonia.
Das queixas recebidas pelo órgão, 80% são solucionadas imediatamente pelo Procon e o restante segue um processo até serem solucionadas. “Temos muitos processos em andamento. Ou solucionamos o problema ou aplicamos uma multa à empresa”, explica Osvaldo Morais.
O músico Leonardo Lopes, 22 anos, por exemplo, já utilizou os serviços do Programa de Orientação ao Consumidor por duas vezes. “Comprei um aparelho MP3 e em menos de um mês ele estragou”, reclama. Leonardo afirma que procurou o estabelecimento, porém nada foi feito. “Fiquei indignado”, diz. Sem orientação, o músico levou o MP3 a uma loja autorizada e, de novo, não conseguiu resolver o problema. Após tentativas frustadas, procurou o Procon e em apenas um mês recebeu outro aparelho.
O outro desgaste foi com uma empresa de telefonia. Ela teria alterado o plano, porém cobrava pelos dois. “Antes pagava R$ 199, com a alteração pagaria R$ 49,90 mensais. Mas minha fatura vinha acima de R$ 400”, lembra. Neste caso, o Procon não resolveu. A solução veio depois de um ano quando Leonardo cancelou os pacotes com a empresa.
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