Maria Eugênia e Carina Bordalo
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Todos os anos, as agências do Trabalhador chegam a oferecer aproximadamente 20 mil vagas de emprego. O problema é que apenas metade delas é preenchida por falta de qualificação da mão de obra ou por desconhecimento da existência dessas oportunidades. O resultado é que o Distrito Federal conta hoje com quase 200 mil desempregados. Para reverter essa situação, o GDF dá inicio hoje a um projeto piloto, batizado de Mutirão do Emprego.
Equipes do governo vão bater de porta em porta para levantar o perfil dos desempregados e cruzar os dados com a demanda das empresas, facilitando o acesso aos postos de trabalho. A primeira cidade escolhida foi Samambaia, que tem alta procura por trabalhadores especializados no setor da construção civil.
O setor, aliás, é o que mais tem aberto postos de trabalho no DF. Só no ano passado, a construção civil aumentou os postos de trabalho em 20%. Em seguida, vêm os setores de serviço e o de comércio. A ideia do governo local é ampliar o projeto para outras cidades. Mas hoje o atendimento será restrito a Samambaia, das 8h às 13h.
O projeto pode ser resumido como um esforço conjunto de porta-a-porta para oferecer, ainda, a emissão de Carteira de Trabalho e informações sobre créditos do Banco do Povo, qualificação profissional e seguro-desemprego. As equipes, também, vão identificar o trabalhador desempregado para fazer o cadastramento no Sine. Enquanto isso, os técnicos do governo vão captar vagas de emprego nas empresas instaladas na cidade.
Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) a quantidade de desempregados no DF representa quase 15% da População Economicamente Ativa (PEA).