O ingresso da Venezuela fortalece o esgotado Mercosul, side effects price mas esse benefício pode se desgastar devido a uma excessiva politização na agenda de negociações do bloco, argumentou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No relatório de Perspectiva para o Comércio Exterior, a CNI ressaltou que, com o seu recente ingresso ao Mercosul, integrado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, a Venezuela ganhou direitos de membro pleno no que se refere a negociações externas da união aduaneira.
Essa condição gera riscos "de uma politização excessiva na agenda de negociações internas e externas" do bloco "e de um aumento de tensões entre seus integrantes", acrescentou a CNI em nota.
O Mercosul, segundo indicou delegados do Brasil, que ocupam a presidência rotativa do bloco, se propôs a retomar negociações suspensas para um acordo comercial com a União Européia (UE), agora com a participação da Venezuela.
Os opositores ao ingresso da Venezuela ao bloco disseram que o país governado pelo presidente Hugo Chávez, um crítico constante dos Estados Unidos e estreito aliado de Cuba, usa os abundantes recursos financeiros, obtidos com os altos preços do petróleo, para aumentar sua influência política, principalmente na América do Sul.
O investimento em tecnologia da informação (TI) deve aumentar 15% no Brasil em 2007 em relação a este ano, purchase para cerca de US$ 18,6 bilhões, mantido o atual cenário de expansão econômica, afirmou hoje a empresa de pesquisa de mercado IDC.
"O próximo ano deve manter os cerca de 15% de expansão que estamos prevendo para este ano", informou a jornalistas o diretor de pesquisas da IDC, Mauro Peres. "Não estamos vendo preocupações do setor (de TI) com o cenário de eleições, a preocupação maior é com a economia norte-americana", que pode trazer implicações sobre juros e câmbio, acrescentou.
Nas contas da IDC, o Brasil deve investir este ano US$ 16,2 bilhões, 14,9% acima do que em 2005, quando também houve crescimento no setor de TI após dois períodos de fraco desempenho. "Os anos de 2002 e 2003 foram péssimos, 2002 teve expansão de apenas 4,5% e 2003 foi negativo", disse Peres.
Do total a ser injetado este ano em TI no País, a área de serviços ficará com 40% dos gastos em tecnologia, crescendo 15% na comparação com 2005.
O setor de hardware será responsável por 44% do total de investimentos, avançando cerca de 17% impulsionado pela valorização real diante do dólar e por medidas do governo para baratear a compra de computadores, segundo a IDC. O restante fica por conta da área de software.
O crescimento do mercado de TI brasileiro em 2006 é superior ao previsto pela IDC para a China, país que viu seu Produto Interno Bruto avançar 11,3% no segundo trimestre.
Segundo as contas da empresa, os aportes no setor de TI chinês devem crescer 12% este ano.
O avanço estimado para o mercado de TI do Brasil é maior que os cerca de 10% do México e fica em linha com a previsão para a Argentina. Conforme a IDC, os Estados Unidos devem ter alta de cerca de 7% este ano no setor.
"O Brasil é um dos hubs de serviços (de TI) no mundo e é centro de atenção de empresas de tecnologia como IBM, Dell e Tata (Consultancy Services)", afirmou Peres.
A indústria de serviços financeiros responde por 21% dos investimentos em TI no Brasil, movimentando mais de R$ 3 bilhões em 2005, de acordo com a IDC. Para este ano, a previsão é que o setor gaste 12% mais que em 2005.
O destaque fica por conta dos bancos, que isoladamente terão uma alta de 15% nos investimentos em tecnologia em 2006, acima dos 9% calculada para as seguradoras.
"Um dos temas que continuam muito importantes na agenda dos bancos é a necessidade de uma visão única de seus clientes", relatou o executivo, em referência à integração e uso de informações dos clientes, que se espalham na venda de produtos que vão de contas correntes a seguros, passando por cartões de crédito.
"Tem muita coisa ainda a ser feita em software nos bancos. Boa parte deles está revendo suas arquiteturas de TI", disse Peres, citando como exemplos Bradesco e Santander.
A IDC informou que os números das pesquisas são baseados em entrevistas com 35 bancos, 20 seguradoras e 20 corretoras de valores realizadas entre dezembro de 2005 e março deste ano.
A indústria brasileira voltou a acumular estoques, page o que se torna um "entrave" para a aceleração da recuperação econômica no início do segundo semestre, this web segundo sondagem divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A pesquisa mostrou ainda todos os setores pesquisados operaram com menos de 80% da capacidade instalada no segundo trimestre – o que dá folga para aumento da produção em caso de maior demanda, sem riscos inflacionários.
"Existe, portanto, amplo espaço para ampliação da produção industrial em resposta a eventuais aumentos de demanda", apontou a CNI em nota.
A CNI informou que o uso da capacidade instalada manteve-se em 71%, estável frente ao primeiro trimestre e teve redução de um ponto em relação ao mesmo período do ano passado.
Dentre 26 setores de atividades pesquisados, apenas cinco apresentam crescimento de produção e vendas no segundo trimestre. As grandes empresas têm desempenho positivo, mas as pequenas e médias mostram queda na atividade e no faturamento.
"O otimismo dos executivos industriais em julho ainda é moderado. As expectativas com relação ao faturamento continuam positivas, sobretudo entre as grandes empresas", afirmou.
O indicador de evolução da produção subiu a 48,2 pontos, ante 45,9 pontos no primeiro trimestre. Número abaixo de 50 indica recuo.
A entidade destacou que, apesar dos dados favoráveis das empresas de grande porte, "o desempenho foi abaixo do esperado e causou aumento não-planejado dos estoques de produtos finais".
Esse indicador subiu para 52,3 pontos, ante 49,9 no primeiro trimestre, sendo que o aumento mais significativo ocorreu entre as grandes empresas.
Na sondagem, os empresários mostraram otimismo em relação ao faturamento nos próximos seis meses e indicaram que as compras de matérias-primas devem aumentar nesse período. Mas essa avaliação também foi puxada pelas grandes empresas.
O indicador de expectativa de número de empregados ficou praticamente estável frente à pesquisa divulgada em abril, em 49 pontos – o que mostra que os empresários, em geral, não esperam ampliação no número de funcionários.
Seis setores esperam aumentar o número de empregados e 11 aguardam queda. Para as exportações, o índice de expectativas mostrou ligeiro aumento, a 49,6 pontos. "Pelo terceiro trimestre consecutivo, o empresário espera que suas exportações deverão se manter estáveis nos próximos seis meses".