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Economia

Clientes estão insatisfeitos com as tarifas bancárias

Arquivo Geral

20/07/2010 8h26

Priscila Rangel
priscila.rangel@jornaldebrasilia.com.br

 

Movimentar a conta bancária tem um preço, muitas vezes, alto para o bolso do consumidor. Transações simples como consultar saldo e extratos, sacar dinheiro, pedir mais folhas de cheque e fazer transferências podem  custar quase 10% da renda mensal de trabalhadores, que recebem um salário-mínimo, por exemplo. Especialistas, porém, garantem que há maneiras de se proteger da tão temida tarifa bancária, desde que o cliente compare as taxas cobradas pelas diferentes instituições e observe detalhes do próprio perfil.

 

No primeiro semestre do ano, no Distrito Federal, foram registradas 98 reclamações relacionadas a tarifas bancárias, segundo o Procon-DF. Em todo o ano de 2009, o órgão documentou 116 queixas do mesmo tipo. Segundo José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), o consumidor paga caro porque falta concorrência no setor. “Apenas nove instituições dominam 85% do mercado”, diz.

 

José Geraldo Tardin explica que as tarifas praticadas pelos bancos são equivalentes. “Um tem preço mais baixo em um serviço, mas oferece outro mais caro. É sempre assim. A solução, em minha opinião, seria o governo  intervir, por meio dos bancos públicos, para que não cobrassem tarifas”, comenta. A dica do especialista para o consumidor é analisar o próprio perfil e procurar o banco com as menores tarifas nos serviços de preferência.

 

Além de reclamações contra preços altos, as denúncias de abusos de cobrança são frequentes. A operadora de telemarketing, Camila da Silva Alves, 21 anos, ficou com o nome sujo na praça porque se esqueceu de encerrar a conta no Banco do Brasil, aberta na época em que fez estágio. “Não me avisaram que precisava fechar a conta. Ela ficou aberta por quase quatro anos e o banco me cobrou dívida de mais de R$ 1 mil em tarifas para limpar meu nome”, reclamou. Após negociação, o banco fez acordo, diminuiu a dívida para R$ 300 e permitiu o pagamento em quatro parcelas de R$ 75.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (20) do Jornal de Brasília.

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