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Economia

Cepal identifica novas oportunidades de cooperação entre EUA e A. Latina

Arquivo Geral

21/03/2011 16h26

A viagem latino-americana do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se insere em condições propícias para o lançamento de uma nova era de cooperação econômica e comercial entre o país e a região, disse a Cepal nesta segunda-feira em Santiago.

“As visitas do presidente Barack Obama à região oferece um cenário excelente para revitalizar as relações entre os hemisférios”, comentou Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Os conceitos estão contidos em um documento preparado especialmente pelo organismo das Nações Unidas (The United States and Latin América and the Caribbean: highlights of economics and trade) por ocasião da visita de Obama ao Brasil, Chile e El Salvador.

Além de abordar a evolução recente das relações comerciais e de investimento entre ambas as partes, a análise levanta propostas para melhorar o relacionamento.

Adverte que a participação dos EUA no comércio exterior regional diminuiu na última década; em relação às exportações, desceu de 59,7%, em 2000, para 40,1%, em 2009, enquanto em matéria de importações reduziu de 49,3% para 31,2% no mesmo período.

No entanto, e apesar do aumento da participação da China e outras economias emergentes no comércio exterior latino-americano, os EUA continuam sendo o principal parceiro comercial e as exportações da região para o país são mais diversificadas do que as destinadas à União Europeia e Ásia.

Segundo o documento, enquanto em 2008-2009 os países da região exportaram, em média, 1.197 produtos aos EUA, só destinaram 878 aos 27 países da União Europeia, 511 à Ásia, e 202 à China.

Além disso, os EUA continuam sendo o principal investidor na América Latina, representando 34,7% dos fluxos acumulados de investimento estrangeiro direto entre 1999 e 2009.

Para a Cepal, uma nova relação de cooperação deve incluir, entre outros pontos, a pronta aprovação dos TLC pendentes e o reatamento das preferências tarifárias.

Além disso, conclui, deveria contemplar um compromisso comum de trabalhar para a conclusão da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2011, a abertura de um diálogo estratégico entre EUA e os países da região que participam do Grupo dos 20 e o estabelecimento de um programa integrado de cooperação econômica.

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