O ministro das Relações Exteriores, ambulance Celso Amorim, shop ratificou hoje em Quito a intenção do Governo de participar do Banco do Sul, que os países da América do Sul estão criando para ser um organismo financeiro regional.
Amorim lembrou que a reunião dos países que promovem o Banco do Sul será na segunda-feira no Rio de Janeiro. Na ocasião será apresentado o acordo para a criação do Banco do Sul, durante o encontro de ministros da área econômica do continente.
“Se o Brasil convidou, é porque tem a intenção de estar no Banco. O Brasil tem toda a intenção de estar dentro e achamos que vai ser possível chegar a um acordo”, disse.
Até agora, Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador e Paraguai tinham anunciado a firme adesão ao projeto. Ainda faltava o Itamatary confirmar a posição brasileira. Nicarágua e Uruguai ainda estudam a proposta.
Os países que irão ao Rio na segunda-feira são, a princípio, Venezuela, Equador, Bolívia, Uruguai, Brasil, Paraguai, Argentina e, como observador, o Chile.
“Estou bastante seguro, pelas últimas conversas que tivemos, que vamos chegar a um acordo”, disse o ministro.
Amorim explicou que na reunião de ministros será fechado “um acordo de fundação e depois se passará aos estatutos”.
Em entrevista coletiva conjunta com Amorim, a chanceler equatoriana, Maria Fernanda Espinosa, disse que o acordo de fundação do Banco do Sul “vai ser assinado”.
“Recebemos um convite informal da Venezuela, por volta de 3 de novembro em Caracas”, anunciou ela.
A fundação do Banco do Sul é uma iniciativa do presidente venezuelano, Hugo Chávez, divulgada no dia 21 de fevereiro.
Na ocasião, na cidade venezuelana de Puerto Ordaz, Chávez e o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, anunciaram o nascimento do Banco do Sul, “para romper a dependência de outras entidades de crédito” multilaterais, como o FMI, e manifestaram confiança de que toda América do Sul se uniria progressivamente à iniciativa.