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Caminhoneiros dizem que auxílio de Bolsonaro é ‘melzinho na chupeta’ e que rejeitam esmola

A ANTB diz que os caminhoneiros não vão recuar das ameaças de paralisação enquanto política de preços dos combustíveis não for alterada

Por FolhaPress 21/10/2021 8h00

Joana Cunha
SÃO PAULO, SP

A promessa de Jair Bolsonaro (sem partido) de ajudar 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar o aumento no preço do diesel foi recebida com desconfiança e ceticismo pela categoria. José Roberto Stringasci, presidente da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil), diz que os caminhoneiros não vão recuar das ameaças de fazer uma paralisação no dia 1º de novembro enquanto a política de preços dos combustíveis não for alterada.

“Eles já fizeram até um reajuste no piso mínimo do frete. Mas isso, como se diz no nosso linguajar de motorista, é um ‘melzinho na chupeta’, o famoso ‘tapinha nas costas’ que a categoria já vem levando desde 2018”, diz. Para Marcelo da Paz, representante dos caminhoneiros de Santos (SP), o presidente está blefando. Ele também afirma que a medida não será suficiente para impedir a próxima manifestação porque os caminhoneiros exigem o cumprimento do frete mínimo.

“A gente não aceita auxílio nem quer esmola. Vai precisar mais do que isso para desmobilizar”, afirma Paz. Bolsonaro prometeu o novo benefício durante um evento nesta quinta-feira (21), mas não detalhou valores nem a origem dos recursos. Segundo ele, os números serão apresentados nos próximos dias. O preço do combustível teve alta nas duas últimas semanas e passou de R$ 4,96 para R$ 4,97.








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