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Economia

Calmaria é previsão para 2007, com leve alta do dólar

Arquivo Geral

28/12/2006 0h00

Pelo menos nas cotações do dólar, information pills capsule o ano novo promete poucas novidades. Analistas acreditam que a moeda norte-americana irá manter o comportamento visto em 2006, de oscilações discretas, mas com um leve ajuste para cima.

O dólar perde terreno para o real desde 2003, acumulando queda de quase 405 no período. Em 2006, porém, o declínio foi mais contido, de 8,13%, e para o ano que vem a expectativa é de alta de pouco mais de 5%, por conta, principalmente, do menor vigor das exportações.

Segundo levantamento do Banco Central, o mercado espera o dólar a R$ 2,25 no final de 2007, frente ao fechamento deste ano em R$ 2,136 hoje. "A gente acredita que fique nessa faixa atual, talvez um pouco mais alto por conta de redução da demanda externa, o que diminui um pouco o saldo da balança comercial, reduz um pouco a entrada de fluxo comercial", afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Uptrend Consultoria Econ ômica.

O economista e diretor-executivo da corretora de câmbio NGO, Sidnei Moura Nehme, concorda que o principal fator de ajuste virá da balança comercial, já que o juro básico não deve sofrer corte tão acentuado depois de 12 reduções seguidas e, assim, continuará atraindo capital estrangeiro.

A balança comercial acumula superávit de 43,4 bilhões de dólares neste ano, até a terceira semana de dezembro. O mercado prevê desaceleração para 38,05 bilhões de dólares no fim de 2007.

Ainda assim, o impacto da balança sobre o câmbio se daria provavelmente no segundo semestre, segundo a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares. "E a expectativa de exportações ainda é grande", ponderou.

Já o gerente de câmbio do JP Morgan, Roberto Cortez Alves, avalia que o lado dos investimentos poderia compensar uma eventual queda no superávit comercial. "Estamos em torno de R$ 2,15 a R$ 2,20 por vários meses e o comportamento da balança comercial ainda está muito sadio", afirmou.

"Dado que a gente está entrando em ambiente de juros mais baixos, agenda mais pró-crescimento, mais pró-consumo, mais pró-crédito, isso pode atrair recursos."

Além do comportamento da balança e do juro doméstico, as mudanças no juro dos Estados Unidos afetam o câmbio. Isso porque a diferença entre juros domésticos elevados e juros externos mais baixos atrai investidores estrangeiros. Para 2007, a principal dúvida é o que o Federal Reserve fará com a taxa norte-americana depois de mantê-la em 5,25% por quatro reuniões seguidas.

"Se cair, tem perspectiva de câmbio até mais valorizado aqui no Brasil", acrescentou Jason Vieira. As dúvidas sobre quando haverá um corte no juro pelo Fed estão ligadas ao ritmo esperado para a economia em 2007. Analistas acreditam que o "pouso" será suave, sem grande impacto sobre os emergentes. "Não vai haver sustos, não vai haver freadas abruptas" , disse Alves, do JP Morgan.

Os analistas também vêem espaço limitado para o Banco Central atuar no câmbio e, indiretamente, valorizar o dólar. Desde julho, a autoridade monetária vem realizando quase diariamente leilões de compra de dólar no mercado com o objetivo de recompor as reservas internacionais.

O BC também faz, esporadicamente, leilões de swap cambial reverso, que têm efeito de uma compra futura de dólar. Para Nehme, da NGO, há pouca coisa para ser feita tecnicamente, a não ser mais leilões de swap reverso.

"As reservas estão num patamar elevado e têm um custo fiscal grande. Tem que fazer operações que reduzam um pouco esse custo fiscal, talvez com o swap (o BC) consiga isso". O gerente do JP Morgan também vê como altas as reservas internacionais brasileiras, que superam 85 bilhões de dólares, e aposta em ritmo menor de compras de dólar pelo BC.

"Acho que, ultrapassando a barreira dos 100 bilhões (de dólares), o que deve acontecer daqui a três, quatro meses, (o BC) vai passar a admitir um intervalo um pouco mais valorizado para o câmbio", afirmou Alves.

Contrariando a projeção da maioria do mercado, o gerente projeta queda do dólar para cerca de R$ 2,10 no fim de 2007. "Vai haver liquidez plena, o capital estrangeiro em geral continua buscando rentabilidade em torno do globo e Brasil continua sendo uma das melhores opções."

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    Calmaria é previsão para 2007, com leve alta do dólar

    Arquivo Geral

    21/12/2006 0h00

    A nova penitenciária federal, price cheap inaugurada hoje em Campo Grande (MS), representa mais um avanço no esforço para neutralizar líderes do crime organizado e presos de alta periculosidade que atuam dentro dos presídios estaduais. A avaliação é do diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Maurício Kuehne.

    Para Kuehne, a nova penitenciária, a segunda de sua categoria no País, tem um "efeito psicológico" sobre os presos de todo o país. "A massa carcerária tende a ter um comportamento adequado, sob a pena de os estados virem a pedir o isolamento  também essas lideranças negativas e nos encaminhar para os presídios federais", diz ele.

    "O propósito é fazer com que os presos de alta periculosidade  possam ser neutralizados. É preciso minimizar  a situação em que  presos de dentro do presídio comandem crimes fora da cadeia", explica o diretor.

    Kuehne lembra que a primeira penitenciária federal, com 208 vagas, funciona há quase seis meses em Catanduvas (PR). Segundo ele, o governo federal já recebeu 300 pedidos de transferência de presos para presídios federais e, até o momento, 99 já foram atendidos.

    A nova penitenciária tem 208 vagas, com 12,6 mil metros quadrados, celas individuais e equipamentos de segurança que incluem desde coletores de impressão digital, detectores de metais até câmeras de vídeo, que garantirão 24 horas de monitoramento.

    Kuehne informou que, em 2007, serão inauguradas mais duas penitenciárias federais: em Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

    A resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Irã vai obrigar o país a rever sua colaboração com a agência nuclear da entidade, sales e a decisão não fará os iranianos abandonarem seu programa atômico, find disse na quinta-feira Ari Larijani, remedy secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, segundo a agência Isna.

    Depois de semanas de negociação envolvendo representantes das grandes potências, a resolução impondo sanções limitadas contra o Irã deve ser aprovada pelo conselho até o Natal – pelo menos é essa a expectativa dos diplomatas.

    "A natureza dessa resolução não é capaz de pressionar o Irã e o país dará uma resposta adequada a ela", disse Larijani. "Esse comportamento só vai criar mais problemas".

    "Se eles ratificarem a resolução, o Irã ficará numa nova situação. Nessa situação o Irã vai rever sua cooperação com a agência (Agência Internacional de Energia Atômica) e outras áreas políticas, econômicas e culturais".

    O Irã nega que esteja usando o programa nuclear como fachada para a construção de armas, e diz que só quer gerar energia elétrica com fins pacíficos.

    "A questão não é se o programa do Irã é pacífico ou não. Basicamente eles não querem que o Irã tenha esse tipo de tecnologia", disse Larijani depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Kursheed Mehmood Kasuri.

    A resolução do conselho proíbe importações e exportações de materiais e tecnologia relacionados ao enriquecimento e ao reprocessamento de urânio, a reatores de água-pesada e a sistemas de mísseis balísticos.

    Mais cedo, na quinta-fe ira, o presidente Mahmoud Ahmadinejad ridicularizou o presidente dos EUA, George W. Bush, e disse que o programa nuclear iraniano é uma fonte de inspiração para outros países.

    Num ato público, ele disse à multidão que Bush devia "sair de seu palácio de cristal e ver o quão isolado está, não apenas no mundo como também em seu país". A declaração é uma resposta à afirmação de Bush, que disse que o presidente iraniano estava fora de compasso com o resto do mundo.

    Num outro discurso, Ahmadinejad afirmou que em fevereiro o Irã terá dominado a tecnologia. "A independência, a prosperidade e o progresso do Irã logo servirão de exemplo para outros países".

    Já o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, adotou um tom mais conciliatório. "Acreditamos que é possível erguer uma ponte entre os dois lados para que o Irã possa ter seus direitos à energia nuclear e qualquer dúvida ou ambiguidade sobre o programa possa ser eliminada".

    Um dos mergulhadores que limpa os esgotos da Cidade do México, link Julio Cesar Cu, queria ser oceanógrafo, mas em vez disso ele nada em túneis fedorentos de esgoto, onde ocasionalmente aparece um cadáver flutuando entre excremento e partes de carros.

    Ele recebe apenas US$ 400 por mês para desentupir quilômetros de túneis de esgoto que correm no subsolo da capital mexicana, encontrando todo tipo de detrito em seu caminho.

    ”Os piores são bichos mortos, cabeças de bicho, cadáveres”, diz. “Infelizmente, aparecem muitos corpos aqui.”

    O trabalho dele é impedir o entupimento de canais de até seis metros de diâmetro, o que poderia inundar a cidade. “Uma vez, retiramos tantas peças de carro que poderíamos montar um carro inteiro”, conta.

    O líquido frio do esgoto de 18 milhões de habitantes é tão escuro que Julio Cesar e seus três colegas mergulhadores precisam tatear as paredes dos túneis para se orientar. Vestindo um traje de mergulho espesso, Julio desobstrui as galerias retirando dejetos com as mãos ou usando uma vara.

    Os mergulhadores recebem ar através de um tubo conectado à superfície. Uma corda de segurança impede que eles sejam levados pela correnteza, como aconteceu há 21 anos com um colega, que morreu após ser carregado pela força das “águas”.
    O ministro de Relações Institucionais, ailment Tarso Genro, medical disse nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu cautela aos seus ministros em relação às medidas que devem tomar para cumprir as metas do governo para o próximo ano.

    Lula, segundo ele, espera que as medidas anunciadas pelo governo nas próximas semanas tenham "coerência", "solidez" e que sejam tratadas com "responsabilidade”’ pelos ministros.

    Lula teve, na quarta-feira, um jantar de confraternização com membros do governo. "O presidente foi extremamente exigente em relação aos detalhes das medidas e aos resultados que elas vão dar", relatou Tarso.

    "São medidas que, de certa forma, antes de serem conhecidas, já estão recebendo críticas. A preocupação do presidente é de que elas sejam transparentes, com uma avaliação exata das conseqüências e que surja um debate concreto até para seu aperfeiçoamento".

    O presidente também disse, segundo Tarso, que tem confiança de que o acúmulo de experiência que o governo obteve no primeiro mandato será transmitido para o próximo mandato. 

    "É um fechamento de ano e mandato que passou por vários momentos de instabilidade, passou por dificuldades, teve incompreensões, cometeu erros e acertos, mas na síntese recebe forte reconhecimento da sociedade brasileira no processo eleitoral e nas pesquisas", disse Tarso. "Isso deu ao nosso encerramento um tom muito positivo".

    Segundo o ministro, a grande exigência de Lula foi para que a sociedade continue a ter confiança no governo e para sejam concretizadas as medidas de crescimento que o governo estuda.

    Um bebê de 11 meses foi seqüestrado no último domingo no piscinão de Ramos, no rx zona norte do Rio de Janeiro. Letícia de Oliveira Araújo foi levada dos braços da mãe por uma mulher que ainda não foi identificada.

    A mãe, Cirlene Oliveira, contou à polícia que estava em uma fila para comprar refrigerante quando uma mulher pegou a criança e saiu correndo. Segundo Cirlene, algumas pessoas ainda correram atrás da seqüestradora, mas não a alcançaram.

    A polícia do Rio de Janeiro acredita que a mulher fugiu para São Paulo com Letícia.

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6, approved 85% ao ano para 6,5%. Esse é o menor nível desde a criação da taxa, em 1994.

    A TJLP serve como referência para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e por isso é considerada importante na sinalização dos rumos da economia do país, principalmente pelo setor industrial.

    Segundo o ministro Guido Mantega, da Fazenda, com a redução, a taxa se aproxima da que é cobrada nos países mais avançados, e isso funciona como mais um estímulo para o investimento produtivo e o conseqüente crescimento econômico do País.

    "O País está passando por uma verdadeira revolução no crédito. A redução da TJLP é um desses instrumentos que proporcionará o crescimento da economia em níveis maiores", disse Mantega, logo após o anúncio da decisão.

    A redução foi aprovada por unanimidade entre os 15 membros do CMN. O conselho tem entre seus integrantes, além de Mantega, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

    A próxima reunião do CMN acontece em janeiro. A nova TJLP passa a vigorar imediatamente.

    Pelo menos nas cotações do dólar, treatment o ano novo promete poucas novidades. Analistas acreditam que a moeda norte-americana irá manter o comportamento visto em 2006, ask de oscilações discretas, website mas com um leve ajuste para cima.

    O dólar perde terreno para o real desde 2003, acumulando queda de quase 40% no período. Em 2006, porém, o declínio já foi mais contido, de cerca de 7%, e, para o ano que vem, a expectativa é de alta perto de 5% – por conta, principalmente, do menor vigor das exportações.

    Segundo levantamento do Banco Central, o mercado espera dólar a R$ 2,25 no final de 2007, frente ao fechamento deste ano em R$ 2,15.

    "A gente acredita que fique nessa faixa atual, talvez um pouco mais alto por conta de redução da demanda externa, o que diminui um pouco o saldo da balança comercial, reduz um pouco a entrada de fluxo comercial", afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Uptrend Consultoria Econômica.

    O economista e diretor-executivo da corretora de câmbio NGO, Sidnei Moura Nehme, concorda que o principal fator de ajuste virá da balança comercial, já que o juro básico não deve sofrer corte tão acentuado depois de 12 reduções seguidas e, assim, continuará atraindo capital estrangeiro.

    A balança comercial acumula superávit de US$ 43,4 bilhões neste ano, até a terceira semana de dezembro. O mercado prevê desaceleração para US$ 38 bilhões no fim de 2007.

    Ainda assim, o impacto da balança sobre o câmbio se daria provavelmente no segundo semestre, segundo a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares. "E a expectativa de exportações ainda é grande", ponderou.

    Já o gerente de câmbio do JP Morgan, Roberto Cortez Alves, avalia que o lado dos investimentos poderia compensar uma eventual queda no superávit comercial.

    "Estamos em torno de R$ 2,15 a R$ 2,20 por v ários meses e o comportamento da balança comercial ainda está muito sadio", afirmou.

    "Dado que a gente está entrando em ambiente de juros mais baixos, agenda mais pró-crescimento, mais pró-consumo, mais pró-crédito, isso pode atrair recursos".

    Além do comportamento da balança e do juro doméstico, as mudanças no juro dos EUA afetam o câmbio. Isso porque a diferença entre juros domésticos elevados e juros externos mais baixos atrai investidores estrangeiros.

    Para 2007, a principal dúvida é o que o Federal Reserve fará com a taxa norte-americana depois de mantê-la em 5,25% por quatro reuniões seguidas.

    "Se cair, tem perspectiva de câmbio até mais valorizado aqui no Brasil", acrescentou Jason Vieira.

    As dúvidas sobre quando haverá um corte no juro pelo Fed estão ligadas ao ritmo esperado para a economia em 2007. Analistas acreditam que o "pouso" será suave, sem grande impacto sobre os emergentes. "Não vai haver sustos, não vai haver freadas abruptas", disse Alves, do JP Morgan.

    Os analistas também vêem espaço limitado para o Banco Central atuar no câmbio e, indiretamente, valorizar o dólar. Desde julho, a autoridade monetária vem realizando quase diariamente leilões de compra de dólar no mercado com o objetivo de recompor as reservas internacionais.

    O BC também faz, esporadicamente, leilões de swap cambial reverso, que têm efeito de uma compra futura de dólar.

    Para Nehme, da NGO, há pouca coisa para ser feita tecnicamente, a não ser mais leilões de swap reverso.

    "As reservas estão num patamar elevado e têm um custo fiscal grande. Tem que fazer operações que reduzam um pouco esse custo fiscal, talvez com o swap (o BC) consiga isso".

    O gerente do JP Morgan também vê como altas as reservas internacionais brasileiras, que superam US$ 83 bilhões, e aposta em ritmo menor de compras de dólar pelo BC.

    "Acho que, ultrapassando a barreira dos US$ 100 bilhões, o que deve acontecer daqui a três, quatro meses, o BC vai passar a admitir um intervalo um pouco mais valorizado para o câmbio", afirmou Alves.

    Contrariando a proje ção da maioria do mercado, o gerente projeta queda do dólar para cerca de R$ 2,10 no fim de 2007. "Vai haver liquidez plena, o capital estrangeiro em geral continua buscando rentabilidade em torno do globo e Brasil continua sendo uma das melhores opções".

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