Francisco Dutra, com agências
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Em vez da solução de um problema, o que muitos consumidores conseguem ao ligar para um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) é uma sequência infindável de números de protocolo, capazes de encher páginas de um caderno e, também, a paciência do reclamante. Há quem tenha mais de 30 registros. Resultado de ligações que não deram em nada e que geralmente terminam com o atendente proferindo a irritante frase: “Vamos estar ligando de volta, senhor (a).”
Uma dessas vítimas é o estudante Leandro Vieira, 21 anos, morador do Cruzeiro. Há duas semanas o rapaz coleciona a contragosto números de protocolo de atendimento de uma empresa de banda larga 3G. “Eu ligo. Digo que a internet está caindo. Pego o protocolo e eles dizem que vão resolver. Mas nada acontece”, reclama o consumidor que paga R$ 89 mensalmente pelo serviço.
A prática vai contra as regras de call centers em vigor desde 2008. Elas preveem um atendimento eficiente, e a solução do caso em, no máximo, cinco dias úteis. E se a canseira é marca das empresas privadas, com as públicas não é diferente. Zilda Pereira é diretora de um colégio em São Paulo e tem vários cadernos com anotações. Em um deles, há registradas 38 sequências de letras e números relativas a reclamações contra a companhia pública de transporte local. Há uma vaga para as vans que pegam as crianças em frente à creche onde é proibido estacionar das 7h às 17h, mas ninguém respeita.
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