As casas lotéricas passaram a ser a nova opção da Caixa Econômica Federal para o financiamento habitacional. Com a inovação, a meta é se aproximar de mutuários mais jovens e facilitar o acesso da população que vive em pequenas cidades, onde a rede bancária ainda é restrita. Este é mais um passo na meta da Caixa de popularizar e expandir seu crédito imobiliário. O banco quer investir 40% a mais do que no ano passado e chegar à cifra de R$ 174 milhões em dezembro próximo.
Somente em Brasília, por exemplo, existem 198 casas lotéricas em atividade. Em todo o País são cerca de nove mil. De acordo com os dados da instituição, 73% da população brasileira com mais de 18 anos de idade frequenta as casas lotéricas, onde já é possível realizar várias outras operações bancárias.
Com o financiamento imobiliário estendido às unidades lotéricas, a intenção é diminuir as incômodas filas nas agências bancárias. As lotéricas têm horários mais flexíveis e estão distribuídas em vários pontos da cidade, tanto em interior de shoppings centers como em áreas comerciais de perfil popular.
“Há sempre uma lotérica perto de você”, sugere a frase publicitária da Caixa. Nelas é possível receber benefícios sociais como bolsa família, além de efetuar pagamento de contas de água, luz e telefone e boletos de cobrança. Outros serviços disponibilizados nesses locais são os saques de dinheiro e depósitos bancários.
A administradora Lidyanne Xavier Beresnitsky, 25 anos, é responsável pela unidade da plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Ela disse que ainda não tomou conhecimento do projeto, mas comentou que se for para “coisas simples, como receber cadastros”, acredita que a ideia pode vingar. “Se a Caixa der treinamento e explicar tudo direitinho, tem tudo para dar certo”, acredita. A assessoria de imprensa da Caixa informou que o projeto é recente e por enquanto funciona em fase piloto, mas 250 casas lotéricas já aderiram à inovação. Nenhuma delas é do DF.
Para o segundo semestre, a Caixa estima que haverá grande adesão dos empresários lotéricos ao projeto, que inclui um sistema automatizado, via internet, para tornar o atendimento ao cliente mais rápido e eficiente. O pintor e frequentador de casas lotéricas, Odon Nunes, 53, aprovou a novidade. “É uma boa ideia, porque para a gente chegar em uma agência da Caixa é difícil, problemático”, comenta. Na visão dele, as lotéricas representam mais facilidade porque estão mais próximas do dia a dia dos cidadãos. “E também são mais vazias”, afirma.
LEIA MAIS NO JORNAL DE BRASÍLIA