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Economia

Cadastro Único ocupa 81% das vagas formais geradas no 1º bimestre de 2026

O mercado formal criou 370.339 empregos em janeiro e fevereiro, com beneficiários do CadÚnico preenchendo a maioria das vagas.

Redação Jornal de Brasília

02/05/2026 16h48

Foto: André Oliveira/ MDS

Foto: André Oliveira/ MDS

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou um saldo positivo de 370.339 empregos no primeiro bimestre de 2026, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Desse total, 300.728 vagas, equivalente a 81,2%, foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), principal instrumento para identificação de famílias em vulnerabilidade e acesso a programas sociais.

O cruzamento de dados realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) com os números do Caged revela essa tendência. “A gente vem observando a mesma tendência nos últimos dois anos. O governo do presidente Lula alcançou a menor taxa de desemprego da história e quem ocupa essas vagas de emprego formais geradas é o público do Cadastro Único”, destacou o ministro Wellington Dias.

No período, houve 4.620.228 admissões e 4.249.889 desligamentos em todo o país. Entre os beneficiários do Bolsa Família, o saldo de empregos alcançou 207.900 vagas, representando 56,1% do total nacional e 69,1% do saldo no público do CadÚnico.

No recorte por gênero, as mulheres responderam por 50,2% do saldo líquido de empregos no CadÚnico, superando os 47,2% no geral do Caged. Em relação à raça e cor, pessoas pardas representaram 57,9% do saldo no CadÚnico, totalizando 174,1 mil postos. Quanto à escolaridade, o ensino médio completo preencheu 68,3% das vagas ocupadas pelo público do CadÚnico, ou 206,42 mil postos.

Regionalmente, cinco estados concentraram 71,6% do saldo total de empregos: São Paulo (111.611 vagas), Rio Grande do Sul (42.301), Santa Catarina (41.528), Paraná (39.518) e Minas Gerais (30.318). Para o CadÚnico, esses estados geraram 58,4% do saldo, com São Paulo respondendo por 26,7%.

Os setores de atividade econômica que mais contrataram incluem serviços, com 156,58 mil postos (52% do saldo no CadÚnico), seguido por indústria (60,26 mil), construção (38,17 mil), comércio (27,33 mil) e agropecuária (18,38 mil).

Na faixa etária, jovens de 18 a 24 anos lideraram com 186,88 mil postos no saldo geral (50,5%) e 125,77 mil no CadÚnico (41,8%).

Com informações do Governo Federal

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