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Economia

Bush diz que tentará retomar negociações de Doha

Arquivo Geral

31/07/2006 0h00

Os governos árabes reforçaram a pressão hoje por um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah e responsabilizaram a ONU pelo fato de a trégua ainda não ter sido imposta.

Nas ruas do Egito e no Parlamento kwaitiano, cure order árabes disseram que os Estados Unidos estão com as mãos sujas do sangue dos civis libaneses, web buy porque estão se opondo ao cessar-fogo imediato.

No pior incidente do tipo das quase três semanas de combates, page pelo menos 54 civis morreram num ataque aéreo israelense contra a cidade libanesa de Qana.

O ataque indignou a opinião pública árabe e obrigou os governos árabes aliados dos EUA a aumentar a pressão pelo fim do conflito, que Israel pretende manter.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que o Conselho de Segurança da ONU revelou sua impotência com sua reação aos combates, e voltou a pedir um cessar-fogo imediato.

Num pronunciamento à nação, Mubarak disse que o impasse entre Israel e os palestinos está no cerne do problema, e que por isso há uma necessidade urgente de retomar as negociações de paz.

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se ontem em Nova York e aprovou por unanimidade uma declaração deplorando o ataque de Qana. Mas os Estados Unidos bloquearam a adoção do apelo do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pela trégua imediata.

"O Egito expressa seu pesar e sua contrariedade com a não-obtenção de um cessar-fogo imediato. O Conselho de Segurança não conseguiu lidar rápida e efetivamente com a agressão israelense e não cumpriu sua responsabilidade com a paz e a segurança internacional", disse Mubarak.

"Essa enrolação e essa impotência refletem as falhas fundamentais do sistema de defesa unificado representado pelas Nações Unidas", acrescentou o presidente egípcio.
O gabinete saudita disse que Israel é o único responsável pelos "massacres e crimes de guerra que está cometendo contra o povo libanês, suas instituições e sua infra-estrutura".

Uma declaração do gabinete divulgada pela agência de notícias oficial do governo disse que o reino vai continuar pressionando por um cessar-fogo imediato.

O Bahrein lamentou profundamente "a impotência da diplomacia internacional para pôr fim aos massacres diários" e acrescentou, numa declaração, que há um viés claro a favor de Israel, que ameaça os esforços para combater o terrorismo.

No centro de Cairo, entre 500 e 600 manifestantes interromperam o tráfego num protesto em apoio ao Hezbollah e contra Israel, os EUA e o presidente Mubarak.

"Onde está o Exército árabe? Onde está o Exército egípcio? Abaixo Hosni Mubarak", gritavam. Muitos carregavam bandeiras do Hezbollah e fotos do líder do grupo guerrilheiro, Sayyed Hassan Nasrallah.

Em Trípoli, cerca de 200 crianças fizeram uma passeata levando cartazes que diziam: "O massacre de Qana é uma cruzada bárbara. Onde está a comunidade internacional?" e "A ONU deve se responsabilizar ou então ela não existe."

A manifestação foi organizada por uma ONG chefiada por Aisha Gaddafi, filha do líder líbio Muammar Kaddafi.

No Kwait, forte aliado dos EUA, vários parlamentares atacaram Washington hoje, por não interferir para pôr fim à guerra.

"Os Estados Unidos estão por trás dessa guerra. Eles condenam o terrorismo mas também o praticam", disse o parlamentar sunita Khaled al-Adwa.

 

O presidente dos Estados Unidos, thumb George W. Bush, troche garantiu hoje que tentará retomar a Rodada de Doha após o fracasso das negociações na semana passada, link afirmando que abrir mercados externos irá impulsionar a economia norte-americanola.

Os EUA e a União Européia culparam um ao outro pelo colapso da rodada, que teve início há cerca de cinco anos, e era vista como uma importante chance de impulsionar o crescimento e diminuir a pobreza no mundo.

"Faremos tudo o que pudermos para que Doha seja retomada", disse ele. "Eles têm uma chance de criar novos empregos e crescimento econômico. Não apenas aqui, mas em todos os outros lugares." "O problema é que alguns outros não estão comprometidos com as negociações", disse ele.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou ontem que ele e Bush concordaram em fazer "um esforço final" para retomar as discussões, expressando esperança de que isso poderia acontecer dentro de semanas.

A representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, discutirá com as outras partes os pontos nos quais os EUA poderiam ser flexíveis para chegarem a um acordo, particularmente na questão de subsídios agrícolas, disse Bush.

Os EUA afirmaram querer reduzir os US$ 20 bilhões gastos em subsídios agrícolas, mas querem em troca maior acesso aos mercados agrícolas da UE e da Índia.

Schwab afirmou na semana passada que um acordo pode ser alcançado nos próximos seis meses ou isso pode levar três anos. Depois que as negociações não conseguiram levar a um acordo, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, interrompeu as discussões.

"Completar a Rodada de Doha irá exigir escolhas difíceis", afirmou o presidente. "Está é uma oportunidade única de iniciar negociações globais e criar oportunidades ao redor do mundo."

A administração está ansiosa para completar o acordo comercial antes de julho de 2007.

 

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