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Economia

Brasiliense sente no bolso a variação da inflação

Arquivo Geral

27/04/2011 18h26

Juliana Ribeiro

juliana.ribeiro@clicabrasilia.com.br

 

O assunto mais comentado no meio econômico nos últimos dias é o controle da inflação. Várias medidas são tomadas para conter a alta dos preços e evitar o descontrole no mercado. Mas será que os consumidores já sentiram no bolso esses aumentos? “Fui ao mercado e fiquei assustada. O quilo do tomate custava R$ 1,50 agora está R$3. Sem falar no quilo da carne que subiu em torno de quatro reais”, argumenta a dona de casa Dioleny Nakashima, 35 anos.

A inflação é o aumento persistente no valor dos preços dos produtos. Em Brasília, a alta do preço dos alimentos e o valor do combustível são os principais fatores que tem impulsionado a inflação. “Importamos vários produtos como roupa, alimentos, brinquedos. Eles já são comprados por um preço elevado e quando chega aqui o produto é vendido bem mais caro porque o comerciante tem que embutir no valor do produto o gasto com o deslocamento”, explica o economista Adriano Marrocos.

O salário mínimo não é reajustado pela inflação. O problema é que o preço dos produtos aumenta e o poder aquisitivo da população é reduzido. Além das medidas implementadas pelo governo para controlar os preços, o cidadão também pode ajudar substituindo, quando possível, produtos que estão com valores elevados. “Se o mercado for pressionado, ele vai reagir. A dona de casa pode mudar o cardápio da família, por exemplo. Se o produto não tiver saída, provavelmente o preço caíra para que o estoque não seja perdido”, sugeri Marrocos. Infelizmente, a população não pode fazer o mesmo quando se trata de combustível e aluguel. E o jeito é tentar pressionar o governo e esperar o controle do mercado.

Alguns especialistas acreditam que investir em construção de indústrias na Região Metropolitana ajudaria a controlar o mercado porque vários empregos seriam gerados e a importação diminuiria. O Distrito Federal poderia ser auto-sustentável e controlaria o mercado. “É importante o investimento em produtos industrializados com lucro maior. Assim, não será qualquer crise que afetará o mercado”, afirma Marrocos.

Nesta terça-feira (27), a ministra do planejamento, Miriam Belchior, disse em audiência na Comissão Mista de Orçamento e das comissões de Finanças e Tributação e de Desenvolvimento Urbano da Câmara que o governo enfrenta o desafio de controlar a inflação. Na tentativa de enfrentar os problemas nacionais e internacionais, o governo federal propôs a consolidação fiscal. “A redução dos gastos públicos cumpre papel importante para abrir caminho para o controle da inflação e a redução de juros básicos. Estamos conseguindo, de fato, segurar gastos públicos”, disse ela.

 

O dinheiro público vem do setor privado através de taxas, impostos. Então, o governo precisa reduzir os gastos e manter as taxas de juros baixas, por exemplo. Na terça-feira (26), os órgãos federais reduziram em 58% o pagamento de diárias aos servidores da administração pública federal no mês de março, comparado ao mesmo mês do ano passado. Os gastos caíram de R$ 72,93 milhões para R$ 30,43 milhões. As despesas com passagens também foram reduzidas, de R$ 41,91 milhões para R$ 34,19 milhões no mês.

SAIBA MAIS

– Inflação representa o aumento de preços dos produtos num determinado país ou região, durante um período. No processo inflacionário o poder de compra cai.

–  Fatores que contribuem para impulsionar a inflação:
* O aumento dos salários e do número de funcionários públicos. Essa medida pressiona os gastos públicos;
* Emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo;
* Demanda por produtos (aumento no consumo) maior do que a capacidade de produção do país;
* Aumento nos custos de produção (máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos.

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