“Estamos trabalhando com (a empresa privada brasileira) Braskem para vir aqui e apresentar seus projetos para o estabelecimento de um pólo gás-químico”, disse hoje à imprensa o embaixador.
Segundo ele, a instalação não só permitirá completar o objetivo boliviano de industrializar o gás, mas também contribuirá para a geração de empregos e o “enriquecimento da Bolívia”.
O embaixador explicou que o projeto demandará um investimento de entre US$ 1,5 e 2 bilhões, embora tenha considerado que uma iniciativa “dessa grandeza tem que ser muito bem estudada”.
Por isso, o Brasil esperará que esteja pronta a nova lei de hidrocarbonetos elaborada pelo Governo Morales para conhecer as novas bases para investir no país.
O embaixador reiterou que a Petrobras está interessada em ampliar o contrato de fornecimento de gás boliviano ao mercado brasileiro após sua finalização, em 2019.
Ele admitiu ainda que a demanda brasileira atualmente oscila entre 16 e 18 milhões de metros cúbicos diários de gás boliviano, abaixo do montante mínimo de 24 milhões estabelecido no contrato atual.
No entanto, o diplomata lembrou que o Brasil paga à Bolívia pelos 24 milhões de metros cúbicos diários mesmo quando seu consumo de gás é menor.
As estatais petrolíferas de Bolívia e Brasil acordaram em dezembro passado manter os termos e o conteúdo do contrato de provisão de gás natural boliviano.