A presidente brasileira, Dilma Rousseff, recebeu nesta segunda-feira o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, quem analisou com autoridades do país a próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20, formado pelos países mais ricos e principais emergentes) e a visita que o presidente Barack Obama fará ao Brasil em março.
“Estamos focados em como tirar vantagem deste momento, depois da crise econômica, e garantir que trabalharemos juntos a nível global para construir uma relação econômica mais balanceada, estável e forte”, disse Geithner a jornalistas após o encontro com Dilma.
Ele ressaltou que enfatizou à presidente brasileira que Brasil e EUA têm “relações econômicas muito próximas, que estão fundamentalmente alinhadas”, o que garante que é possível “construir uma relação ainda mais forte”.
Durante sua estadia em Brasília, Geithner também se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e antes de viajar à capital manteve encontros com empresários e estudantes na cidade de São Paulo.
Segundo uma nota divulgada pelo BC, na reunião com Tombini foi abordada “a agenda financeira internacional, incluindo os desafios atuais para solidificar o crescimento econômico e a estabilidade financeira, por meio de esforços conjuntos de todos os membros do G20”.
Segundo fontes oficiais consultadas pela Agência Efe, em relação ao G20, Geithner e os funcionários brasileiros com os quais conversou nesta segunda-feira coincidiram na necessidade de reforçar os controles sobre os mercados financeiros a fim de que se limite o poder dos especuladores, sobretudo na área de matérias-primas e alimentos.
Nesse sentido ratificaram suas dúvidas sobre a adoção de um sistema internacional de controle de preços de matérias-primas e alimentos, tal como propõe a França, que organiza a reunião do G20 que será realizada em Paris entre 18 e 19 de fevereiro.
Ambas as partes expressaram sua convicção de que se deve avançar rumo a uma reforma mais profunda das instituições financeiras internacionais.
Geithner disse que é necessário dotar de maior autoridade às economias emergentes.
Com relação à visita que Obama tem prevista para meados de março ao Brasil e a outros países latino-americanos, Dilma propôs que sejam organizados encontros de empresários de ambos os países.
“O presidente Obama deseja muito esse encontro (com Dilma), com quem tem muitos interesses em comum”, disse o secretário do Tesouro.