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Economia

Brasil e Bolívia assinam acordo de interconexão elétrica de 420 MW

A conexão ligará Corumbá (MS) à província de Germán Busch, permitindo intercâmbio de energia excedente e ampliando a segurança energética regional.

Redação Jornal de Brasília

16/03/2026 16h02

brasil e mexico acordo

Foto: Ricardo Botelho / MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou nesta segunda-feira (16/3), em Brasília, da cerimônia de assinatura do acordo bilateral para interconexão elétrica entre Brasil e Bolívia. O ato ocorreu durante reunião ampliada entre autoridades dos dois governos no Palácio do Planalto, integrando a visita oficial do presidente boliviano, Rodrigo Paz Pereira.

O projeto prevê a ligação entre a província de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, na Bolívia, e o município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. A iniciativa inclui a instalação de uma estação conversora de frequência no lado brasileiro e a construção de linhas de transmissão com capacidade aproximada de 420 megawatts (MW).

De acordo com o ministro Alexandre Silveira, a interconexão cria as bases para o intercâmbio de energia entre os dois países, ampliando a segurança energética regional e permitindo o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.

Assinaram o acordo, além do presidente boliviano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Silveira e o ministro de Hidrocarbonetos e Energias da Bolívia, Sergio Mauricio Medinaceli Monrroy. O documento estabelece as bases para o intercâmbio entre os sistemas elétricos brasileiro e boliviano, fortalecendo a integração energética na região.

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou a trajetória de cooperação entre Brasil e Bolívia no setor de energia. “A relação entre Brasil e Bolívia serviu muito ao crescimento da indústria brasileira e do setor de hidrocarbonetos boliviano. Hoje pode ser aproveitada para uma integração mais ampla entre nossos países”, afirmou.

O intercâmbio de energia ocorrerá principalmente a partir de excedentes de geração de cada país, preservando o atendimento prioritário das demandas internas. O acordo também prevê trocas emergenciais em situações de contingência nos sistemas elétricos.

Cada país será responsável por financiar, construir e operar a infraestrutura em seu território. A coordenação técnica dos estudos e da implementação ficará a cargo do Comitê Técnico Binacional Brasil-Bolívia (CTB).

*Com informações do Ministério de Minas e Energia

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