Os governos brasileiro e alemão firmaram, nesta segunda-feira (20/4), uma declaração conjunta em Hanôver, na Alemanha, na qual a Alemanha manifesta a intenção de aportar até R$ 2,94 bilhões (equivalentes a EUR 500 milhões) ao Fundo Clima por meio de seu banco de desenvolvimento KfW. O Fundo é operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor.
O ato ocorreu paralelamente às agendas oficiais cumpridas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cidade, incluindo a Feira Industrial de Hanôver. Participaram da cerimônia o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, João Paulo Capobianco, e a ministra da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Reem Alabali-Radovan, além de representantes do BNDES e da KfW.
A iniciativa conta com a participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e da italiana Cassa Depositi e Prestiti S.p.A. (CDP), com o objetivo de conceder apoio financeiro ao Fundo Clima para financiar projetos, estudos e iniciativas voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos da mudança do clima no Brasil.
O Fundo Clima é um dos instrumentos de execução da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e se consolidou como o principal fundo de financiamento à transformação ecológica no Brasil. Desde 2023, o mecanismo mobilizou R$ 52,4 bilhões para impulsionar projetos que fortalecem os setores de transição energética, indústria verde, desenvolvimento urbano resiliente, logística e mobilidade sustentáveis, florestas nativas, recursos hídricos, serviços e inovação verdes. Apenas em 2025, alavancou R$ 34,6 bilhões para essas iniciativas a partir de R$ 12,5 bilhões aprovados em projetos, investidos pelo Governo do Brasil e pelo BNDES, e de aportes do setor privado.
“A decisão do governo da Alemanha em investir cerca de R$ 3 bilhões no Fundo Clima é mais uma demonstração de credibilidade nos investimentos que o Brasil vem realizando no âmbito do Plano de Transformação Ecológica. Nos últimos três anos, multiplicamos os investimentos anuais, que eram da ordem de R$ 400 milhões. Neste ano de 2026, chegamos a R$ 27 bilhões em orçamento para estimular empreendimentos nas áreas de adensamento tecnológico e bioeconomia, transição energética, economia circular e nova indústria e infraestrutura resiliente e adaptação à mudança do clima”, destacou o ministro João Paulo Capobianco.
“A assinatura da declaração na maior feira de tecnologia industrial do mundo demonstra o compromisso do governo do presidente Lula em fortalecer a cooperação histórica com a Alemanha. Iniciativas inovadoras como o aporte de parceiros estrangeiros no Fundo Clima reiteram nossa visão de um desenvolvimento inclusivo e atento à transição ecológica global. E o BNDES pode desempenhar um papel fundamental nessa parceria”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.