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Economia

Brasil crescerá 4,7% este ano, diz FMI

Arquivo Geral

26/01/2010 0h00

 


A economia do Brasil terá crescimento de 4,7% em 2010, o que ajudará que a América Latina tenha um ano melhor do que o previsto, com avanço de 3,7%, afirmou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).


O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 4,7% este ano, em uma grande revisão para cima, frente aos 3,5% previstos pelo FMI em outubro.


Em 2011, o crescimento desacelerará para 3,7%, dois décimos a mais que sua previsão anterior.


O México terá crescimento de 4% este ano – sete décimos a mais que o calculado anteriormente -, após sofrer uma profunda recessão que eliminou 6,8% de seu PIB no ano passado.


Em 2011, o crescimento acelerará para 4,7%, dois décimos a menos que o estimado pelo Fundo em outubro passado. O organismo só dará informações sobre os outros países da região em abril.


As mudanças em seus números levam a um crescimento total na América Latina de 3,7% este ano, oito décimos a mais que seu cálculo anterior, e de 3,8% em 2011, um décimo a mais que o estimado inicialmente.


O Cone Sul se beneficia do forte avanço da Ásia, onde o crescimento superará também as expectativas que o FMI tinha no ano passado.


A China voltará aos dois dígitos, com crescimento de 10%, e a Índia alcançará 7,7%.


A Rússia – que faz parte do Bric, assim como o Brasil – é o país que recebeu a maior revisão para cima do FMI, pois seu PIB avançará este ano 3,6%, frente ao 1,5% que o FMI antecipou em outubro.


Os países latino-americanos estreitamente vinculados aos Estados Unidos, como México, também se beneficiarão de um crescimento maior que o esperado.


O gigante americano crescerá 2,7% este ano, segundo o FMI, que, em outubro, tinha previsto um avanço de apenas 1,5%. Em 2011, a expansão ficará em 2,4%, de acordo com seus cálculos.


O FMI prevê que os preços das matérias-primas que a América Latina exporta subirão um pouco mais, graças à demanda de outros países emergentes, mas a pressão de alta “será moderada”, devido ao alto nível de reservas e à grande capacidade de produção não utilizada nesse setor.


A recuperação nos países emergentes lhes trouxe um grande fluxo de capital estrangeiro e, nesse sentido, o FMI reconheceu que tramitar esses investimentos é uma “tarefa complexa”.


O Fundo recomendou que reduzissem o gasto público para evitar uma alta de juros e permitir a valorização de suas moedas.


Também recomendou os controles de capitais, como os impostos pelo Brasil, assim como a acumulação de reservas e a adoção de medidas para limitar o surgimento de novas bolhas de preços dos ativos.

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