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Economia

Brasil bate recorde na emissão de CNHs até maio de 2026

O volume de habilitações expedidas no país cresceu 8,9% ante o mesmo período de 2025 e superou a marca histórica de 2014

Redação Jornal de Brasília

06/06/2026 7h16

cnh

Foto: Reprodução

Os cinco primeiros meses de 2026 registraram novo recorde na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no país. Entre janeiro e maio, foram expedidos 1.141.765 documentos, acima da marca histórica de 1.133.997 alcançada em 2014. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram emitidas 1.048.783 CNHs, houve alta de 8,9%.

Segundo o Ministério dos Transportes, o resultado acompanha o avanço dos indicadores da formação de condutores desde o lançamento do Programa CNH do Brasil, em dezembro de 2025. No primeiro quintimestre de 2026, os pedidos de primeira habilitação, os exames médicos e psicológicos, os cursos teóricos e práticos e as provas de direção alcançaram os maiores volumes da série histórica para o período desde 1997, quando entrou em vigor o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Outro efeito observado após a modernização das regras de formação foi o aumento da adesão às aulas de direção ministradas por instrutores autônomos. Desde a implementação da medida, foram registrados 282.913 atendimentos.

A oferta gratuita dos cursos teóricos por meio do aplicativo CNH do Brasil também gerou economia estimada em R$ 2,12 bilhões para as famílias brasileiras nos cinco primeiros meses de 2026, considerando as capacitações realizadas sem custo e contabilizadas no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach).

Nesta sexta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 3/2026, originado da Medida Provisória nº 1.327/2025, conhecida como MP do Bom Condutor. A nova legislação altera o Código de Trânsito Brasileiro para permitir a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para motoristas inscritos no Renach.

Segundo o texto, a iniciativa já beneficiou mais de 2 milhões de motoristas até março deste ano, gerando uma economia estimada em R$ 854,8 milhões para a população. A regra é válida para condutores que não tenham cometido infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos 12 meses anteriores.

Com informações da Agência Brasil

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