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Economia

Boulos defende fim imediato da escala 6×1 de trabalho

Ministro afirma que proposta enviada por Lula ao Congresso em regime de urgência deve ser aprovada rapidamente para garantir descanso aos trabalhadores.

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 10h35

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu que o fim da escala de trabalho 6 por 1 deve ocorrer imediatamente e com urgência. Em declaração feita nessa terça-feira (14) à noite, Boulos destacou a importância da proposta encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional em regime de urgência constitucional.

Com o regime de urgência, a matéria tem prazo de até 45 dias para ser votada na Câmara dos Deputados e mais 45 dias no Senado. Segundo o ministro, até 14 de julho a proposta tranca a pauta nas duas casas e deve ser apreciada. Ele estima que, respeitados os prazos regimentais, o fim da escala 6×1 possa ser votado e aprovado até agosto, garantindo pelo menos dois dias de descanso para cada trabalhador brasileiro.

Boulos criticou a estratégia da oposição bolsonarista, que, segundo ele, busca adiar a votação para após o período eleitoral. ‘Empurrar com a barriga é a estratégia dos bolsonaristas. Eles são contra o fim da escala’, afirmou o ministro. Ele enfatizou que a mudança é uma pauta essencial para o Brasil, permitindo que os trabalhadores tenham tempo para a família, lazer e qualificação profissional.

O ministro rebateu propostas de transição gradual, como uma redução de uma hora por ano ao longo de cinco anos, considerando-as inaceitáveis. ‘Demorar cinco anos para reduzir a jornada uma hora por ano não dá. Nós não concordamos com isso. Achamos que o fim da escala 6×1 é para agora’, completou.

Boulos citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicam que a redução da escala não teria impacto econômico negativo e que a economia brasileira pode absorver a mudança. De acordo com ele, trabalhadores descansados produzem mais e rendem melhor, e a atual escala excessivamente cansativa prejudica o desempenho.

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