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Economia

Bolsas despencam pelo mundo após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

Na última segunda-feira (2), o Irã anunciou o fechamento do estreito de Hormuz, importante rota para o escoamento do petróleo mundial, e ameaçou incendiar navios que tentassem atravessá-lo

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 11h06

Foto: Reprodução

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O acirramento das tensões no Oriente Médio e o temor de uma interrupção no fluxo global de petróleo impactam as Bolsas em todo o mundo nesta terça-feira (3).

Na última segunda-feira (2), o Irã anunciou o fechamento do estreito de Hormuz, importante rota para o escoamento do petróleo mundial, e ameaçou incendiar navios que tentassem atravessá-lo.

O episódio abalou o otimismo dos mercados globais, com as Bolsas asiáticas acumulando perdas de até 7%. Na China, os principais índices registraram os piores desempenhos em semanas ou meses.

O índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, e o índice SSEC, de Xangai, desvalorizou 1,43%. Foi o pior resultado de ambos desde 2 de fevereiro.

O índice ChiNext Composite, que reúne startups, caiu 2,57%. O índice STAR50 de Xangai, focado no setor de tecnologia, caiu 5,21%, registrando a pior sessão desde 10 de outubro.

Os mercados de outros países asiáticos também fecharam em queda: Tóquio (-3,1%), Seul (-7,24%), Hong Kong (-1,12%) e Taiwan (-2,2%).

Na Europa, as principais Bolsas caem mais de 3% nesta terça. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, recuava 3,49% às 10h15, refletindo o movimento observado em Frankfurt (-3,7%), Londres (-2,66%), Paris (-2,95%), Madri (-4,43%) e Milão (-3,98%).

As Bolsas dos EUA também estão em queda acentuada, mesmo antes da abertura dos mercados. Os futuros da Nasdaq estavam caindo 2,3% às 8h (horário de Brasília), a Dow Jones desvalorizava 1,76% e o S&P 500 perdia 1,84%.

No Brasil, o dólar abriu em disparada, marcando R$ 5,240, uma alta de 1,45%. A moeda também se valoriza no exterior, com o índice DXY, que mede o desempenho da divisa frente a outros seis pares fortes, subindo 0,55% às 10h15.

As tensões também impactam o mercado de commodities, com o petróleo registrando alta de 9% na máxima do dia. O petróleo chegou a ser negociado a US$ 85,10 por volta das 8h, atingindo o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 85,35

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