Foi libertada na noite de ontem uma menina de seis anos, more about online que havia sido seqüestrada e foi mantida em cativeiro na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, durante oito dias. A menor está bem, mas terá que passar por um tratamento psicológico para superar o trauma.
A garota foi obrigada a ficar debaixo de uma cama e era vigiada por quatro seqüestradores. Um deles foi funcionário da empresa dos pais da garota e outra integrante do bando trabalhou como empregada doméstica da família.
O seqüestro teve início no domingo da semana passada, quando três homens armados se aproximaram do carro onde estava a menina, sua mãe e dois irmãos e levaram a garota.
O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, buy Carlos Villegas, reiterou nesta segunda-feira, ao retomar as negociações com o governo brasileiro, que o país busca aumentar o preço do gás que vende ao país para 5 dólares por milhão de BTUs (unidades térmicas britânicas).
O preço pago atualmente pela Petrobrás para o gás que sai via gasoduto de Santa Cruz de la Sierra e segue até São Paulo é de 4 dólares por milhão de BTUs. O valor proposto, que representaria um aumento de 25 por cento, se igualaria ao que a Argentina paga à Bolívia.
"Essa é a proposta. Cinco dólares por milhão de BTUs", disse Villegas a jornalistas antes de uma reunião com o ministro brasileiro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
O ministro boliviano afirmou que o prazo de 120 dias para a negociação com o Brasil sobre o preço do gás vencerá em 12 de abril, mas que não seria um prazo inflexível.
"Nos interessa mais o resultado do que os prazos", afirmou. "Esperamos viabilizar acordos na base da negociação", acrescentou Villegas.
As estatais brasileira e bolivana, Petrobras e YPFB, estão negociando desde meados deste ano, sem avanços, o pedido do lado boliviano de elevar o preço do gás, alterando a atual fórmula trimestral de reajuste no contrato para venda de até 30 milhões de metros cúbicos diários, que vence apenas em 2019.
As exportações de gás da Bolívia para o Brasil e para a Argentina somarão neste ano cerca de 2 bilhões de dólares.
Villegas afirmou que o objetivo da negociação com o Brasil é equiparar o valor aos brasileiros ao que a Argentina já paga pelo gás, explicando que os dois países no futuro deverão estar comprando volumes similares do produto junto à Bolívia.
"Esse é um negócio que deve ser pensado a médio e longo prazo", afirmou.
Ao iniciar uma visita ao Brasil junto a outros cinco ministros bolivianos, Villegas indicou também que seu país lançará uma licitação para avaliar as duas refinarias que a Petrobras controla no país e que serão estatizadas de acordo com a lei de nacionalização dos hidrocarbonetos.
"Queremos saber exatamente que valor têm as refinarias, e isso nos permitiria saber o montante que a Bolívia teria que pagar para adquirir 50 por cento mais um", disse Villegas a jornalistas, acrescentando que até agora não foram discutidas eventuais modalidades de pagamento.
Após a reunião com Rondeau, Villegas voltou a falar com jornalistas. Disse que "entre o final de janeiro e o começo de fevereiro, espera que a consultoria tenha definido o valor das refinarias para iniciar o processo de negociação com a Petrobras".
O ministro afirmou que a Bolívia também pretende aumentar o preço do gás exportado para o Estado do Mato Grosso, que abastece uma usina térmica e o mercado de gás veicular da região, para 5 dólares por milhão de BTUs.
Villegas disse que neste negócio, que representa um volume diário de 1,2 milhão de metros cúbicos por dia, o gás é vendido a 1,09 dólar por milhão BTUs.
"Podemos tomar a decisão unilateral de dizer senhores, a partir de hoje não se vende a 1,09, mas a 5, mas isto é delicado", acrescentou.
O gás enviado ao Mato Grosso é comercializado pelas empresas Repsol, Shell e Prisma, explicou Villegas.