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Economia

BNDES investe R$ 2,4 bilhões em agroecologia e segurança alimentar

Apresentação ocorreu na 3ª Reunião Plenária do Consea, com foco em programas sustentáveis e apoio à agricultura familiar.

Redação Jornal de Brasília

06/05/2026 20h39

bndes

Foto: Miguel Ângelo/CNI

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou investimentos de R$ 2,4 bilhões para políticas de segurança alimentar e nutricional e sistemas alimentares sustentáveis entre 2023 e 2025 no Brasil. A apresentação foi feita durante a 3ª Reunião Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília, nesta quarta-feira (6).

A diretora do BNDES, Teresa Campelo, destacou que a segurança alimentar se tornou um direcionador estratégico para a instituição, integrando soberania, biodiversidade e mitigação climática. Segundo ela, o banco prioriza a inclusão socioprodutiva e a agenda ambiental, unindo produção de alimentos à preservação florestal. “Não é apenas sobre os grandes números, mas sobre mostrar o esforço e a inflexão que estamos fazendo para que essa agenda reorganize a atuação do banco”, afirmou Campelo.

Entre as iniciativas, foi anunciada a expansão do programa Ecoforte, incorporando quatro novas redes de agroecologia no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Piauí, eliminando a fila de espera. O programa é descrito como um laboratório de inovação que fortalece a participação social e a intersetorialidade nos territórios.

Além disso, o BNDES lançou a segunda etapa do programa Bioinsumos, com R$ 40 milhões destinados a cooperativas e associações de agricultores familiares. A medida visa garantir autonomia tecnológica e reduzir custos de insumos, auxiliando a transição agroecológica. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, enfatizou que a regulamentação da lei de bioinsumos permitirá a produção de insumos nas próprias unidades dos agricultores, fortalecendo o setor familiar.

A reunião também contou com a participação do novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, que reforçou o papel da entidade na execução de políticas públicas. Machiaveli destacou a aceleração das entregas nos territórios rurais, afirmando que as políticas reconstruídas precisam impactar diretamente a vida das pessoas. Já a secretária Nacional de Diálogos Sociais da Secretaria-Geral da Presidência, Kelli Mafort, ressaltou a importância da participação social no diálogo com instituições como o BNDES para fortalecer a democracia e o desenvolvimento social.

Foram apresentados projetos específicos, como o Amazônia na Escola, com R$ 332 milhões para apoiar a agricultura familiar e melhorar a nutrição de 1 milhão de crianças na região Norte. O Sertão Vivo destina R$ 1 bilhão à resiliência climática e ao aumento da produção de alimentos no semiárido, beneficiando 1 milhão de pessoas. Além disso, o Naturezas Quilombolas oferece suporte à gestão territorial e ambiental em 40 territórios quilombolas na Amazônia.

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