As aprovações efetuadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos 12 meses até agosto alcançam cerca de R$ 90 bilhões, and com desembolsos próximos de R$ 61, look 7 bilhões, page informou hoje o presidente da instituição, Luciano Coutinho, homenageado pela Associação e Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro (Aberj/Sberj).
A diferença entre aprovações e desembolsos é a maior desde os anos 80, explicou, “e certamente vai pressionar a carteira do BNDES nos próximos anos”. Ele destacou os desembolsos para a área de infra-estrutura, que alcançaram R$ 20,9 bilhões no período, enquanto as aprovações atingiram R$ 37 bilhões.
“Vem crescendo a carteira de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aprovados na instituição e isso se refletirá, num futuro próximo, na escala de desembolsos para infra-estrutura”, disse. Para a indústria, as aprovações foram de R$ 43,7 bilhões e os desembolsos, de R$ 31 bilhões.
O investimento total dos 145 projetos do PAC com potencial de financiamento atinge R$ 108 bilhões e a demanda prevista de recursos ou participações do BNDES envolve R$ 61 bilhões, dos quais 61% para o setor de energia. Segundo Coutinho, a instituição pretende sustentar o aumento da taxa de investimento da economia “para mitigar as dúvidas quanto à sustentabilidade de oferta e demanda de energia a longo prazo”; e aumentar o apoio aos investimentos em logística, em infra-estrutura viária, ferroviária, portuária e, mais recentemente, aeroportuária.
Ele reiterou ainda o compromisso de aumentar a atuação social, por meio de maior participação nos investimentos em saneamento e transporte urbano. E destacou o fomento à inovação: “É preciso saber precificar os ativos intangíveis das empresas, para deslanchar o crédito e a capitalização delas. Nós queremos ajudar a financiar o desenvolvimento de recursos humanos das empresas de engenharia, ajudar a desenvolver a oferta de recursos humanos qualificados”.
O BNDES, acrescentou, quer articular e coordenar ações com o sistema financeiro e interagir de forma criativa com o mercado de capitais e o sistema bancário privado. Coutinho garantiu também que a instituição não deixará de aprovar projeto “que tenha retorno social e econômico satisfatório”.