A Binance concluiu a reposição de 95% do valor dos ativos afetados pelo ataque hacker, utilizando recursos próprios. Os 5% restantes são de criptomoedas com menor liquidez e levam mais tempo para serem adquiridos em grandes quantidades. O processo está em andamento e deve ser concluído.
Segundo a maior corretora de criptoativos do mundo, todos os volumes de Bitcoin, Ether, Tether, BNB, Solana, USD Coin, XRP, USD1, RLUSD e Zcash atingidos já estão recompostos e garantidos. “Os clientes que possuem qualquer um dos tokens afetados podem verificar seus saldos de forma independente”, informou a empresa.
O volume total de retiradas já liberadas atingiu US$ 5,16 bilhões. A empresa também passou a permitir saques em mais cinco moedas fiduciárias: dólar americano (USD), dirham dos Emirados Árabes Unidos (AED), dong vietnamita (VND), peso filipino (PHP) e rupia indonésia (IDR). O próximo estágio de liberação está previsto para esta terça-feira, com a retomada progressiva de saques em outras redes e ativos.
Para garantir a transparência, a Binance atualizou sua Prova de Reservas (PoR). Está prevista outra atualização para quarta-feira (4), que cobrirá mais tokens. Uma nova prova de conhecimento completa será gerada posteriormente, processo que pode durar de 40 a 50 horas devido à complexidade computacional.
A empresa reiterou que os fundos de usuários brasileiros continuam protegidos. Em comunicado anterior, a corretora informou que nenhuma conta de investidor brasileiro foi afetada pelo ataque.