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Economia

Bernardo mantém proposta de salário mínimo de R$ 540

Arquivo Geral

18/11/2010 15h45

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que o governo vai manter a proposta de elevar o salário mínimo para R$ 540 em 2011, apesar da pressão das centrais sindicais para elevar o valor para R$ 580. O ministro disse que deverá haver nova rodada de negociação com as centrais na próxima terça ou quarta-feira, em Brasília. Ele espera que o acordo seja fechado até meados de dezembro.

De acordo com Bernardo, o valor de R$ 540 segue o critério do acordo fechado com as centrais sindicais em 2006, com validade até 2023, de corrigir o mínimo pela inflação do ano anterior e pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois antes. “Nós manifestamos para as centrais que consideramos o acordo vitorioso e exitoso. Ele garantiu um aumento real de 60% para o mínimo durante o governo Lula, ajudou a alavancar o mercado interno, o comércio, a economia e ajudou a aplacar a crise econômica”, afirmou.

Para o ministro, se as centrais quiserem modificar a política de reajuste do mínimo, precisará ser discutida a criação de um novo critério. “Mas se é para manter tem de fazer a conta e ver o que dá”, afirmou. De acordo com o ministro, o presidente Lula manifestou decepção pelo fato de que o acordo ainda não se tornou lei e precisa ser votado todos os anos por meio de medida provisória. Segundo ele, Lula teria dito que iria consultar a presidente eleita Dilma Rousseff caso ela deseje “fazer alguma inflexão na política do mínimo”.

Sobre a afirmação do senador Gim Argello (PPB-DF), que teria dito em reunião realizada ontem, em Brasília, que há espaço para elevar o mínimo a R$ 560 ou R$ 570, Bernardo disse que o Congresso seguirá aquilo que for acordado entre o governo e as centrais. Ele ironizou o fato de que a reunião realizada a portas fechadas teria sido vazada para a imprensa. “Nós somos um governo notável. Nos reunimos e transmitimos online. Foi quase uma coletiva. Só faltou perguntas dos jornalistas”, disse.

Mantega

O ministro do Planejamento disse ainda considerar “excelente” a possibilidade de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se mantenha no cargo durante o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. “Acho excelente. Quem sou eu para dar palpite”, afirmou.

Questionado sobre sua própria permanência, Bernardo disse não ter nenhuma expectativa de ficar. “Acho que Dilma deveria renovar o máximo possível”, comentou. O ministro também foi questionado sobre se aceitaria um convite de Dilma para ficar no cargo. Bernardo, então, sorriu e respondeu: “Vou pensar”. Ele defendeu que a presidente eleita tenha prerrogativa para escolher todos os ministros de seu governo. Para ele, governar é um “abacaxi”.

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    Bernardo mantém proposta de salário mínimo de R$ 540

    Arquivo Geral

    16/11/2010 16h20

    O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu hoje a manutenção do critério de aumento do salário mínimo que foi acordado com as centrais sindicais ainda em 2006, pelo qual o valor do piso salarial no País é reajustado de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Por esse critério, a projeção atualizada para o salário mínimo em 2011 é de R$ 536,88, embora o projeto de lei orçamentária estime R$ 538,15 que, segundo Bernardo, deve ser arredondado.

    “A projeção aponta R$ 538 ou R$ 536, mas estamos trabalhando com R$ 540”, afirmou o ministro. Para ele, é temerária a reivindicação das centrais sindicais para que em decorrência da variação negativa em 0,2% do PIB em 2009, seja considerado o crescimento estimado de 7,5% do PIB este ano para correção do salário a partir de janeiro. “Em janeiro ainda não saberemos o crescimento exato do PIB deste ano, e por isso é temerário alterar o salário antes disso. Se o PIB for maior que a previsão vai dar confusão, com questionamentos na Justiça”, completou.

    Bernardo ainda criticou a proposta do candidato à Presidência derrotado no segundo turno, José Serra (PSDB), de aumento do salário mínimo para R$ 600 em 2011. “Houve debate público na eleição e essa proposta foi derrotada. Além disso, o candidato não tinha uma proposta de critério permanente de valorização que nós temos para os próximos anos”, concluiu.

    O ministro participa de audiência pública na Comissão de Orçamento do Congresso, na qual apresentou documento com a revisão dos parâmetros do Orçamento de 2011. O documento informa que com o ajuste para baixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) previsto para 2010 nos parâmetros do projeto de lei orçamentária para 2011, a projeção do salário mínimo para o próximo ano caiu de R$ 538,15 para R$ 536,88. No entanto, Bernardo disse que manteve a proposta anterior de R$ 538,15 para o salário mínimo.

    No documento, o crescimento do PIB estimado para 2010 também foi revisado, de 6,5% para 7,5%. Com isso, o PIB previsto para este ano subiu de R$ 3,524 trilhões para R$ 3,548 trilhões. Com a manutenção da previsão de expansão do PIB de 5,5% para 2011, a estimativa para PIB do próximo ano passou de R$ 3,892 trilhões para R$ 3,927 trilhões.

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