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Economia

BC diz a deputados que BRB já descumpriu prazo legal e que analisa situação diariamente

Segundo deputados distritais e federais que participaram da reunião, o presidente do BC afirmou que medidas complementares à multa que está sendo aplicada pelo desrespeito ao prazo legal independem da apresentação do balanço até o fim do mês

Redação Jornal de Brasília

20/05/2026 18h19

Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

THAÍSA OLIVEIRA E ADRIANA FERNANDES
FOLHAPRESS

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou a parlamentares do Distrito Federal nesta quarta-feira (20) que a situação do BRB (Banco de Brasília) está sendo avaliada diariamente e que a autoridade monetária não se baseia no prazo de até 29 de maio para a publicação do balanço de 2025.

Galípolo disse que o prazo que existe é o legal, que terminou em 31 de março para companhias de capital aberto -e foi descumprido pelo BRB, deixando ainda em aberto o tamanho do rombo causado pelas operações com o Banco Master.

Segundo deputados distritais e federais que participaram da reunião, o presidente do BC afirmou que medidas complementares à multa que está sendo aplicada pelo desrespeito ao prazo legal independem da apresentação do balanço até o fim do mês.

De acordo com os parlamentares, Galípolo reconheceu a importância do banco para o Distrito Federal e demonstrou estar disposto a ajudar na solução do problema.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) disse que a bancada do DF está disposta a ajudar o BRB, mas não vai aceitar que o governo Celina Leão (PP) transfira a responsabilidade para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O que nós não podemos admitir é que haja uma transferência de responsabilidade ou que haja uma postura que, ao que tudo indica, é para postergar esse processo para depois das eleições. Isso é inadmissível. O governo do Distrito Federal tem que assumir a responsabilidade pelo que aconteceu com o Banco de Brasília e com a cidade”, disse.

Após descumprir o prazo legal para publicação do balanço, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, começou a afirmar que o aporte necessário deveria ser concluído até 29 de maio. Hoje, o plano de socorro esbarra na condição financeira do Governo do Distrito Federal -acionista controlador do banco.

Sem os recursos necessários em caixa para colocar dinheiro no BRB, o governo distrital recorre a um processo de captação. O Distrito Federal não tem hoje capacidade de pagamento para receber garantia do Tesouro Nacional -o que daria condições mais benéficas para o empréstimo, como uma taxa de juros menor.

Além de Kokay, participaram do encontro com Galípolo os deputados distritais Max Maciel (PSOL), Fábio Félix (PSOL) e a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS).
Procurado, o Banco Central não respondeu até a publicação desta reportagem.

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