A maior associação de bancos do mundo, pill o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, buy na sigla em inglês), health previu nesta sexta-feira que a economia da América Latina vai se contrair 0,3% este ano e alertou que a região está adentrando em um “período muito difícil”.
A previsão anterior do instituto, divulgado em janeiro, indicava um crescimento de 0,5% na região para 2009. Em nível global o IIF augura contração de 1,8% no ano.
Charles Dallara, diretor-executivo do IIF, mencionou em entrevista coletiva que uma das principais causas da deterioração é a forte queda nos preços das matérias-primas.
À parte do impacto negativo deste fator, Dallara destacou que uma das principais preocupações do IIF a curto prazo tem a ver com as dificuldades das companhias latino-americanas para ter acesso aos mercados de capitais.
Disse confiar em que o maior apoio das organizações multilaterais tenha um efeito catalisador e ajude a resolver em parte os problemas derivados das dificuldades para ter acesso ao financiamento.
Lembrou, nesse sentido, que as empresas precisam do acesso a empréstimos para refinanciar seus requisitos de crédito.
“É uma das preocupações que temos a curto prazo e algo que poderia ser desestabilizador para a região se não for enfrentado de forma adequada”, insistiu.
Ressaltou também o impacto negativo sobre o México da crise econômica nos EUA, que está em recessão desde dezembro de 2007 e atravessa a pior crise financeira das últimas oito décadas.
Dallara disse que um grupo de países centrais na região, no qual incluiu Brasil, México, Chile, Colômbia e “em grande medida” Peru, conseguiu fortalecer seus fundamentos econômicos nos últimos anos, o que deveria ajudar a remediar as atuais turbulências globais.
“Todos esses países vão enfrentar desafios difíceis no que se refere a perda de postos de trabalho, atividade econômica, exportações e em parte contração do crédito”, advertiu Dallara.
Ele insistiu, de todo modo, que o citado grupo tem “pilares suficientemente sólidos para não se afastar demais de sua tendência (de crescimento) a longo prazo”.
Acrescentou, sem citar nomes concretos, que outras nações se colocaram em uma situação mais vulnerável e previu que algumas delas vão precisar de ajuda.
Dallara disse acreditar que esses países mais vulneráveis recorram aos organismos internacionais na busca de ajuda.
A associação de banqueiros divulgou uma carta aberta ao primeiro-ministro do Reino Unido Gordon Brown, anfitrião da reunião de ministros de Economia e Finanças do G20 que será realizada neste sábado em Londres, onde os membros do grupo já fizeram hoje reuniões bilaterais prévias.
A carta assinala que sanear os balanços bancários pode ser caro, mas não fazer nada teria um custo ainda maior.
O IIF respaldou a criação do que chamou de “mau banco”, um que adquira os ativos tóxicos dos balanços dos bancos, embora tenha reconhecido que há assuntos espinhosos como determinar quanto pagar por esses ativos e qual seria a fatura que os contribuintes teriam que assumir.
A associação identificou cinco áreas nas quais os líderes do G20 deveriam atuar: política monetária e fiscal, eliminação de ativos tóxicos, luta contra o protecionismo, respaldo às economias emergentes e um esforço coordenado em nível internacional para reformar as regulações financeiras.