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Economia

Banco Central faz leilão de US$ 1 bilhão em meio a fluxo cambial negativo

Movimento é mais uma intervenção do BC no mercado e repercutem o fluxo cambial negativo de agosto e setembro

Redação Jornal de Brasília

10/09/2026 17h16

banco central

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

FOLHAPRESS

O Banco Central realizou na manhã desta quinta-feira (10) duas operações simultâneas de compra e venda de dólares para injetar liquidez no mercado cambial.

A autarquia vendeu US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) em moeda à vista e 20 mil contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso, uma operação cujo efeito equivale à compra de dólares no mercado futuro.

As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores. A venda da moeda coloca mais dólares em negociação no dia. O efeito sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

O movimento é mais uma intervenção do BC no mercado -a última operação deste tipo foi em 27 de junho, também no valor de US$ 1 bilhão- e repercutem o fluxo cambial negativo de agosto e setembro.

Segundo dados da autarquia, divulgados na quarta-feira (9), o saldo está negativo em US$ 6,69 bilhões (R$ 34,1 bilhões) do começo do mês até a última sexta-feira (4).

Em agosto, a saída líquida foi de US$ 3,9 bilhões (R$ 19,9 bilhões). No mesmo mês, o saldo de investidores estrangeiros ficou negativo em R$ 18,1 bilhões, o pior mês do ano.

Para analistas, a autoridade monetária costuma interferir nas operações quando há disfuncionalidades de oferta e demanda, e não para empurrar a cotação do dólar para cima ou para baixo.

O BC tem mecanismos de monitoramento que conseguem antever alguma demanda atípica por dólares, para agir preventivamente e evitar grandes disfuncionalidades.

No leilão à vista, foram aceitas seis propostas, no valor total de US$ 1 bilhão, com diferencial de corte de -0,000300. No leilão de swap reverso, foram aceitas quatro propostas, referentes a 20 mil contratos, também no valor de US$ 1 bilhão, com taxa de corte de 4,6510. Os contratos começam em 11 de setembro e vencem em 1º de outubro de 2026.

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