A arrecadação tributária do Distrito Federal registrou um crescimento real de 3,7% (R$ 4,7 bilhões) no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. A elevação foi impulsionada pelo Programa Nota Legal, que tem contribuído para a redução da sonegação fiscal e incremento do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Apesar do bom desempenho, a política de contenção de gastos públicos continuará no segundo semestre e a expectativa é de que o Tesouro local não alcance a previsão de arrecadar R$ 10,5 bilhões este ano.
Um dos problemas enfrentados pelo GDF para atingir esta meta é a queda na arrecadação dos tributos vinculados à propriedade de imóveis, como o IPTU, TLP e ITBI. O desempenho negativo é consequência da não correção da tabela que traz os valores que servem como base para a cobrança dos impostos desde 2007.
Em ordem o ICMS é a principal fonte de receitas do GDF, representando 50,6% da receita, o que corresponde a R$2,4 bilhões. Em seguida aparece o Imposto de Renda cobrado dos servidores, com R$776,5 milhões. Já o IPTU rendeu aos cofres públicos R$206,8 milhões, uma queda de 9,6% em relação a 2010.