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Economia

Arcabouço fiscal tem que ser cumprido até reestabilizar as finanças, defende Haddad

Haddad previu também que o País voltará a crescer acima da média mundial, depois de dez anos registrando crescimento abaixo dessa média

Redação Jornal de Brasília

17/09/2024 13h23

bom dia ministro fernando haddad

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez nesta terça-feira, 17, mais uma defesa do arcabouço fiscal, durante reunião no Palácio do Planalto para anúncios de novos projetos da ApexBrasil. “A primeira compreensão é a de que o arcabouço fiscal tem que ser cumprido. É preciso perseverar nessa toada até reestabilizar as finanças, porque o Brasil só tem a ganhar”, argumentou.

Haddad previu também que o País voltará a crescer acima da média mundial, depois de dez anos registrando crescimento abaixo dessa média.

“Não tem sentido um País com tantas oportunidades crescer abaixo da média mundial. Nós temos todas as condições”, avaliou o ministro, citando que quando Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente da República durante oito anos, o Brasil cresceu uma vez e meia o que o mundo cresceu. “Então é isso que nós temos que perseguir, voltar a crescer acima da média mundial, e é o que já está acontecendo”, comemorou.

Haddad comentou que o Brasil foi para a décima segunda posição no ranking das nações que mais crescem no planeta e projetou que o País chegará à oitava posição de novo. “Voltamos, fomos para trás, agora estamos indo para frente de novo. E não tem porquê, não tem razão nenhuma para nós não continuarmos nessa margem”, disse.

Ciclo de crescimento sustentável e saída da ‘mania de produzir déficits fiscais’

O ministro da Fazenda afirmou ainda que é preciso sair da “mania de produzir déficits fiscais”. “Nossa economia está crescendo e vai continuar crescendo, pois tem tudo para entrar num ciclo sustentável de crescimento ao longo dos próximos anos”, comentou

De acordo com ele, o Brasil passou por dez anos de muita turbulência, desarranjo das contas públicas e agora elas estão sendo colocadas em ordem.

O trabalho, de acordo com o ministro, vem sendo feito com muita dificuldade, mas com muita negociação, tanto com o Judiciário quanto com o Congresso Nacional. “Estamos entrando no entendimento de que nós vamos sair dessa mania de produzir os déficits que foram produzidos ao longo de dez anos. E vocês veem que o déficit foi acompanhado de baixo crescimento e, pior do que isso, da baixa a qualidade do crescimento”, avaliou.

Pelos cálculos de Haddad, o Brasil gastou quase R$ 2 trilhões em 10 anos, além do que podia, com déficits primários acumulados. “Nós não tivemos nem resultado econômico e nem resultado social. Não aconteceu nada de bom no Brasil”, considerou. “Nós estamos agora fazendo esse ajuste, isso exige muita negociação, muita paciência. O fato é que se nós perseverarmos nesse caminho, vamos produzir os melhores resultados econômicos para o País.”

Estadão Conteúdo

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