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Economia

Anuário do DF traz panorama da cidade de olho na Copa 2014

Arquivo Geral

31/08/2011 12h44

Rener Lopes
rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br

 

Transporte urbano, aeroporto, segurança, infraestrutura e acessibilidade. Estas são algumas das modalidades da economia local que deverão receber melhorias até a chegada da Copa do Mundo 2014, no Brasil. Estes detalhes estão registrados no Anuário do Distrito Federal 2011, que foi lançado nesta quarta-feira (31).

A publicação traz um panorama completo do Distrito Federal e as cidades-satélites, mostrando as atividades turísticas sob a prespectiva da economia, da gastronomia, da cultura e, principalmente, o que a cidade deve realizar para ter sucesso durante da Copa do Mundo de 2014.

Em relação ao turismo, o senador Rodrigo Rollemberg ressaltou que o Brasil precisa ter políticas de turismo para que recursos sejam gerados. “Entendo que são duas oportunidades para que finalmente o país se transforme em um grande destino turístico internacional. O turismo é a forma mais rápida, inteligente, eficiente e barata de promover desenvolvimento, gerar rendas e oportunidades”, explica.

Quem concorda com a opinião do senador é o atual deputado federal Romário: “Quando se fala turismo no Rio de Janeiro, se fala em Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Lapa, mas também se fala na Rocinha, por exemplo. Os turistas, principalmente europeus e americanos, fazem questão de conhecer a Rocinha. Porque não poderiam fazer isso aqui com Ceilândia, Taguatinga, Gama e outros lugares daqui?”, indagou.

Já para Sérgio Graça, coordenador do Projeto Copa do Mundo Brasília 2014, quem ganha com a vinda da competição para a capital federal é o turismo: “O aeroporto JK deve receber 25 milhões de pessoas por ano. Além disso, o turismo será valorizado. E nós temos que mostrar para as pessoas que Brasília não é aquilo que sai na imprensa. Nós somos a cidade mais preparada e, além do mais, somos a Capital do Brasil”, opinou.

Rodrigo Rollemberg também lembrou que não só o centro de Brasília tem que receber melhorias. Visando a Copa do Mundo de 2014, devem existir investimentos também nas cidades-satélites. “As cidades-satélites tem que ganhar infraestrutura para também poder ganhar com a Copa. Temos que transformar locais, como a Feira da Ceilândia, em pontos turísticos. Tudo tem que estar transformado em um grande vetor de desenvolvimento econômico do DF, através da Copa”, disse.

Para Romário, Brasília ainda necessita de muitas mudanças: “Para se deixar um legado positivo, o governo tem que pensar na saúde, na educação, nas pessoas com deficiência e na acessibilidade. Eu acredito que Brasilia seja a cidade que tenha, dentro de uma fila, depois de São Paulo, o local que tem condições para abrir a Copa. Como estamos há três anos, tudo isso pode ser visto e mudado. Mas, quando acabar a competição, quando me perguntarem qual foi a melhor sede dentre as 12, eu espero que Brasilia esteja entre as três primeiras e tem tudo para isso”, completou o deputado.

Cada um no seu lugar

Em entrevista coletiva, o ex-jogador alfinetou a maior entidade do futebol mundial, a Fifa. Na semana passada, o presidente da entidade Joseph Blatter afirmou que gostaria de ver a abertura da Copa do Mundo no Rio de Janeiro. “A Fifa não tem que entrar aqui no Brasil e se meter onde não é chamada. Quem tem que decidir isso é o Comitê Organizador Local, o Col e a Confederação Brasileira de Futebol, a CBF. A Fifa é que organiza a competição, mas ela tem que ter seus limites”, comenta.

Para o “baixinho”, a entidade está passando dos limites. “Se a CBF e o Col não colocarem os limites na Fifa, daqui a pouco a entidade vai achar que o Brasil tem que fazer um estádio dentro do Oceano Atlântico para fazer a abertura da Copa do Mundo. Se continuar assim, a gente vai ficar até três meses antes da Copa, sem saber onde é a abertura”, criticou.

Questionado onde poderia acontecer a abertura, Romário foi enfático e defendeu que Brasília é uma candidata favorita, mas explicou os motivos de deixar Rio de Janeiro – possível escolha de Joseph Blatter – e São Paulo de fora. “O Rio sediará a final. Pode até pleitear, mas na minha concepção, seria injusto colocar lá também a abertura. Com um tijolo já em pé, São Paulo poderia pleitear também, pois é o coração do país, tudo passa por lá, principalmente em respeito a economia”, afirma.

 

“Apesar disso, eu a descartaria pois [São Paulo] conseguiu cumprir tudo diferente do que deveria ter feito e muitos paulistas que achavam que eu estava sendo bairrista, mas agora entendem minha situação. Eu colocaria, por ordem, Brasília e Belo Horizonte, mas somente no momento que as duas cidades estiverem totalmente prontas para receberem a abertura”, finalizou.

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