O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, recebeu com “preocupação” a possibilidade de que a Argentina aplique algum tipo de barreira comercial às importações de alimentos do Brasil.
“O ministro acompanha o assunto com preocupação e, por isso, instruiu a Embaixada do Brasil em Buenos Aires a expressar esse sentimento às autoridades argentinas”, disse um porta-voz do Itamaraty.
Segundo ele, o embaixador na Argentina, Enio Cordeiro, se reuniu hoje em Buenos Aires com o secretário de Comércio e Relações Econômicas Internacionais da Argentina, Alfredo Chiaradía, para passar a mensagem de Amorim.
Esta semana, empresários receberam mal as notícias de que a Argentina estaria preparando uma série de medidas para proteger seus produtores de alimentos, o que envolveria a aplicação de restrições às importações.
A Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou na terça-feira uma nota criticando “a falta de transparência e os traços discriminatórios na forma como a medida está se disseminando”.
A alusão era à informação da imprensa argentina de que a Secretaria de Comércio Interior pediu às grandes cadeias de supermercados que deixem de importar produtos alimentícios produzidos também na Argentina, o que prejudicaria Brasil e União Europeia (UE).
O Governo argentino reagiu hoje e assegurou que o país seguirá importando alimentos que sejam demandados pelos consumidores, além de lembrar que todas as medidas adotadas em matéria comercial se ajustam às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).